Vice-presidente da ANTF no lançamento da campanha “STOP À VIOLÊNCIA”
João Sousa, vice-presidente da ANTF – Associação Nacional de Treinadores de Futebol, marcou presença, esta quarta-feira, no lançamento da campanha “STOP À VIOLÊNCIA”. A promoção de uma “cultura de respeito” é uma responsabilidade assumida pela classe, perante um problema “estrutural” que “exige uma resposta coletiva e firme”.
"A violência no Desporto, e em particular no futebol, é uma realidade que nos deve preocupar profundamente a todos: dirigentes, treinadores, atletas, árbitros, adeptos, famílias e toda a sociedade. O desporto nasceu para unir, para educar, formar carácter e para transmitir valores como o respeito e a disciplina, o espírito de equipa e o fair play. Quando a violência entra em campo, seja física, verbal ou psicológica, ou até nas redes sociais, esses valores ficam ameaçados e o verdadeiro sentido do desporto perde-se”, afirmou João Sousa. “Infelizmente, esta não é uma preocupação abstrata: ainda recentemente, assistimos a um episódio grave de violência sobre um treinador, uma situação que repudiamos de forma clara e sem qualquer ambiguidade”, declarou: “Qualquer ato de agressão, intimidação ou ameaça contra quem trabalha diariamente em prol do desporto representa um ataque aos próprios valores que o desporto deve defender. Não podemos permitir que os treinadores, árbitros, jogadores ou dirigentes exerçam as suas funções com medo ou sob risco da sua integridade física e emocional”.
“No futebol, pela sua enorme dimensão mediática e pela paixão que desperta, esta problemática ganha ainda maior visibilidade. Um insulto vindo da bancada, uma agressão a um árbitro, a pressão excessiva sobre jovens atletas ou mesmo comportamentos inadequados de dirigentes e treinadores têm consequências sérias: afetam a formação dos mais jovens, afastam famílias dos recintos desportivos, descredibilizam as competições e fragilizam todo o ecossistema desportivo”, prosseguiu João Sousa, para quem “esta não é uma questão exclusiva do futebol”: “Em várias modalidades assistimos a episódios semelhantes, que mostram que o problema é estrutural e exige uma resposta coletiva e firme”.
O vice-presidente da ANTF recordou que a associação de classe defende que “o treinador” tem “responsabilidade acrescida” na defesa da modalidade: “Somos educadores, referências e exemplos. O nosso comportamento influencia atletas, pais, comunidades inteiras, e devemos promover uma cultura de respeito, saber ganhar com humildade e perder com dignidade. Combater a violência no desporto exige prevenção, educação, coragem institucional; exige regras claras, punições justas, mas, sobretudo, uma mudança de mentalidade. O desporto deve continuar a ser um espaço seguro de crescimento e de inspiração. Defender isso não é apenas uma obrigação institucional, é uma responsabilidade moral de todos nós, porque formar melhores atletas só faz sentido se estivermos, ao mesmo tempo, a formar melhores pessoas”.