Pedro Proença: "Hoje é o dia em que o Futebol, unido, diz basta"

FPF

FPF apresentou campanha "STOP À VIOLÊNCIA", em cerimónia que contou com a presença de Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou, esta quarta-feira, a campanha "STOP À VIOLÊNCIA". Na FPF Arena Portugal, em Oeiras, os agentes da modalidade e o Governo uniram-se numa mensagem que estará presente nos jogos de 25 e 26 de abril das competições organizadas pela FPF – Liga 3 Placard, Liga BPI e Taça de Portugal de Futsal Placard - e pela Liga Portugal – Liga Portugal Betclic e Liga Portugal 2 Meu Super.

"Quando a violência entra em campo, o desporto perde sempre. E perdemos todos" lembrou Pedro Proença, Presidente da FPF. "Hoje é o dia em que o Futebol, unido, diz basta", sublinhou, na abertura da cerimónia que contou com a presença de Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Rodrigo Cavaleiro, presidente da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto. Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, José Borges, presidente da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol), Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, Vítor Filipe, representante da Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais, João Sousa, vice-presidente da ANTF (Associação Nacional dos Treinadores de Futebol) e Ricardo Barata, da Polícia de Segurança Pública, estiveram também presentes no arranque da campanha.

Pedro Proença recordou o contexto que conduziu a esta tomada de posição da comunidade do Futebol. "Não ficámos indiferentes aos relatos que nos chegaram nos últimos meses. Episódios de violência ligados ao Desporto, e que nos fazem refletir sobre que mundo queremos deixar", referiu, numa alusão a incidentes "contra equipas de arbitragem, jogadores, dirigentes, adeptos" e à "violência em jogos de crianças, as primeiras que devíamos proteger": "Era impossível não agir. Desde logo, em conjunto com o movimento associativo, procedemos a um conjunto de alterações aos regulamentos disciplinares das provas organizadas pela FPF. No espaço de um mês, passámos das palavras à ação. A partir da próxima temporada, teremos um ambiente mais seguro para todos os intervenientes: dos adeptos aos jogadores; dos treinadores aos árbitros. Mas, se queremos o regresso das famílias aos estádios, estas alterações têm de ser eficazes. Por isso, convidamos o Movimento Associativo e a Liga Portugal a acompanharem este processo iniciado pela FPF".

"À FPF nunca faltará coragem para assumir a liderança dos processos mais importantes para o nosso futebol, respeitando sempre o princípio de autorregulação, confiando nas instituições", afirmou Pedro Proença, para que, "apesar de importantes, estas alterações não chegam", e por isso foi mais longe. "Toda a Comunidade do Futebol uniu-se e respondeu numa mensagem comum: não há lugar para violência no desporto. Obrigado, por isso, à Liga Portugal, às Associações Distritais e Regionais, à APAF, à ANTF, ao Sindicato de Jogadores e a todo o movimento associativo" que se juntou nesta campanha. Deixou um "agradecimento especial ao Governo e à ministra Margarida Balseiro Lopes: "A sua presença demonstra empenho na redução dos episódios de violência ligados ao Desporto. Partilhamos a mesma prioridade: garantir que o Desporto continua a ser um espaço seguro, formativo e exemplar". Nesse sentido, "em todos os relvados e quadras do País, o próximo fim de semana será um grito de alerta do Futebol Profissional ao Não-Profissional, em seniores e formação, vamos dizer STOP À VIOLÊNCIA!"

"Servir o Futebol é um privilégio", defendeu Pedro Proença, e rematou: "Todos, sem exceção, temos o dever de deixar o Futebol melhor do que o encontrámos".


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