Golo solitário de Dida bate Covilhã
O Lusitano de Évora assegurou matematicamente a manutenção na Liga 3 Placard, ao vencer (1-0) o Covilhã na antepenúltima jornada da Série 2 da Fase de Manutenção, resultado que deixa os serranos mais intranquilos e à mercê da aproximação dos rivais 1.º de Dezembro (a 6 pontos) e Amora (a 7), que se defrontam este domingo.
O Lusitano marcou (15’) numa investida pela esquerda. Martim Águas rematou de pé esquerdo, rasteiro e muito colocado para o poste mais distante, proporcionando uma recarga fácil a Dida, pois Gustavo Galil deixou-lhe a bola à mercê, após a estirada que evitou o golo logo à primeira.
Apesar de ainda não ter criado oportunidades, era a equipa da casa que assumia as despesas do jogo. O Covilhã só conseguiu recompor-se e dar um ar da sua graça já na reta final da primeira parte, quando a tarde de calor (justificando duas pausas para hidratação) obrigou os alentejanos a refrearem os ímpetos.
Por duas vezes no minuto 40 e noutra, aos 45’, Cheikh Niang podia ter finalizado melhor, depois de triangulações pela direita, envolvendo Jaílson Gomes e Miguel Silva. A segunda tentativa foi a mais perigosa e só não deu golo devido a um corte providencial de Eurichano Carvalho, para canto.

Já no tempo de compensação, Jaílson Gomes tentou de muito longe, mas também não conseguiu melhor do que ganhar um canto, devido à atenção de Duarte Martins, que chegou lá com a ponta da luva.
Após o intervalo, além do remate de ressaca de Jota Silva (50’), por cima da trave, o Covilhã só voltou a acercar-se da baliza de Duarte Martins aos 87’, com um cabeceamento de André Liberal para as mãos do guarda-redes, após cruzamento de Cheikh Niang. Aos 90’, Carlos Balsa fez outro, para defesa ainda mais fácil.
Ao invés, sem forçar a nota, o Lusitano foi desperdiçando ocasiões para aumentar a vantagem. Melhor dizendo, foi esbarrando nas boas intervenções de Gustavo Galil, que foi mantendo a equipa viva no jogo. Fez manchas decisivas perante Martim Águas (48’) e Sele Davou (58’, que tentava concluir um impressionante raide de Leandro Tipote). Com uma sapatada, para afastou um disparo de longe de Franco Almara (78’) e, depois, foi Alisson Calegari que evitou sobre a linha o êxito da recarga de Sele Davou. E, no último lance do jogo (90’+5), ainda defendeu o remate de longe de Eurichano Carvalho.
Foi muito o que defendeu Gustavo Galil, mas, ainda assim, insuficiente para deixar o Covilhã mais descansado. Pelo contrário, os serranos ficam à espera do resultado do 1.º de Dezembro-Amora, para saberem quanto da vantagem de 6 pontos perdem, para os dois jogos que restam.
FICHA DE JOGO
LUSITANO DE ÉVORA C 1-0 SC COVILHÃ (1-0 ao intervalo)
Liga 3 Placard – Fase de Manutenção – Série 2
8.ª jornada
Campo Estrela
Árbitro: Daniel Pinto
Assistentes: Manuel Azevedo e Joni Mota
Quarto árbitro: Nuno Santos
LUSITANO DE ÉVORA C: Duarte Martins; Cassiano Borges [cap], Tiago Batista (Mauro Andrade, 78’), Dida (Isnaba Graça, 90’), Martim Águas (Franco Almara, 59’), Botche Candé, João Pinto, Sele Davou (Marcos Soares, 90’), Rodrigo Monteiro, Eurichano Carvalho e Leandro Tipote (Fran Pereira, 59’).
Suplentes não utilizados: Tomás Grilo, Tiago Palancha, Zidane Lima e Gustavo Vicente.
Treinador: Pedro Russiano
Disciplina: Nada a registar.
SC COVILHÃ: Gustavo Galil; Ângelo Barbosa (Tomás Oliveira, 66’), Jota Silva (Sérgio Matos, 66’), Rodrigo Ferreira (Micael Silva, 73’), Eduardo Silva (Filipe Garcia, 66’), Carlos Balsa, Alisson Calegari, Miguel Silva [cap] (Tomás Pimenta, 81’), André Liberal, Jaílson Gomes e Cheikh Niang.
Suplentes não utilizados: Tomás Igreja, Pedro Ribeiro, Pedro Brito e Rayan Hirooka.
Treinador: Rui Mota
Disciplina: amarelo a Cheikh Niang (64’).
Golo: 1-0, Dida (15’)
Homem do Jogo: Dida (Lusitano de Évora C)
Dida à medida
Não foi um jogo extraordinário do ponta-de-lança do Lusitano, mas pertenceu-lhe o golo (15’) que valeu a vitória e, simultaneamente, assegurou a manutenção dos alentejanos na Liga 3 Placard. Aliás, Dida limitou-se a aproveitar o esforço inglório de Gustavo Galil, incapaz de fazer melhor para travar o remate venenoso de Martim Águas.
Foi uma exibição de Dida à medida das necessidades, para desespero de Galil, o melhor em campo, com um punhado de defesas que deixaram a esperança serrana viva até ao fim.
