Cidade invicta acolheu cerimónia com centenas de convidados ligados ao Futebol Nacional
A Federação Portuguesa de Futebol celebrou na noite desta sexta-feira o seu 112.º Aniversário. A comemoração teve lugar na Alfândega do Porto, e contou, entre outros, com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, e do antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Marcaram presença também os presidentes das Associações Distritais e Regionais, das Associações de Classe, de inúmeros clubes nacionais, antigos jogadores e treinadores de futebol.

Discurso do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença:
Uma instituição só deixa de ser jovem se não olhar para o futuro com ambição. Este é, todos os anos, o momento em que, juntos, honramos o passado. Em que celebramos uma história centenária que nos deve, a todos, encher de orgulho, em que lembramos aqueles que, ao longo de mais de um século, serviram uma instituição que é, hoje, uma referência.
Milhares de pessoas que contribuíram - com paixão, talento e dedicação – para o crescimento de uma federação que está, atualmente, entre as melhores do Mundo. A todos deixo, esta noite, uma garantia: nunca deixaremos de lembrar e celebrar aqueles que serviram a Federação Portuguesa de Futebol. Nunca deixaremos de lembrar o papel que desempenharam no desenvolvimento do Futebol Português, nunca deixaremos de honrar o tremendo legado que nos deixaram. A melhor forma de honrarmos esse legado é trabalhar todos os dias – afincadamente – com base nos princípios que nos têm inspirado ao longo destes 112 anos.
Paixão, dedicação e talento, são essas as bases que nos têm conduzido ao sucesso, que temos a obrigação de alimentar e exponenciar, libertando-nos de quaisquer freios que possam travar uma ambição que, na Federação Portuguesa de Futebol, deve ser natural. Queremos ganhar sempre, queremos ser melhores a cada dia. Queremos ser os melhores e não ter medo de assumi-lo, porque a nossa história assim o exige. Os títulos que conquistámos no último ano mostram que esta ambição não é sobranceria. Fomos Campeões da Europa e do Mundo em Sub-17, fomos Campeões da Europa Sub-19 em Futsal, ganhámos o Europeu de Futebol de Praia, o primeiro título conquistado por uma Seleção Feminina, e conquistámos a Liga das Nações. E quando não ganhámos estivemos, várias vezes, perto de ganhar. A nossa Seleção Feminina de Futsal sagrou-se vice-campeã do Mundo e a Seleção Masculina de Futsal disputou - também bravamente - a final do Campeonato da Europa.
Temos s melhores jogadores do Mundo, temos os melhores Treinadores do Mundo, temos os melhores árbitros do Mundo e temos os melhores dirigentes do Mundo. E se temos os melhores do Mundo, a nossa aspiração é só uma: sermos os melhores do Mundo. Sem sobranceria, mas com responsabilidade: ganhar será sempre a nossa ambição. É essa a melhor forma de honrarmos o nosso passado. Não ganharemos sempre, mas entraremos em campo sempre para ganhar! Porque só assim faz sentido.
Permitam-me reconhecer todos aqueles que, ao longo deste ano, serviram - com dedicação e abraçando esta cultura de vitória de que não nos envergonhamos - as nossas Seleções Nacionais. Paixão, dedicação e talento, são estas as qualidades que fizeram do Futebol Português aquilo que ele é hoje, a que juntamos mais uma, tão importante como as outras: Coragem. Coragem de inovar, de querer sempre mais, de não nos limitarmos a descansar à sombra do sucesso. Coragem de assumir a liderança dos processos mais importantes para o nosso Futebol, respeitando sempre o princípio de autorregulação, confiando nas instituições, sem receio de intervir sempre que considerarmos necessário, no momento certo, nos locais adequados. É essa a nossa função e dela não fugiremos quando a nossa atuação for essencial, porque se a memória é o nosso bem mais precioso, o inconformismo será, sempre, a garantia de que teremos um futuro mais risonho.
A Federação estará sempre próxima de todos os que contribuem para a excelência do Futebol Nacional. Não é por acaso que estamos hoje na cidade do Porto. No dia em que celebramos os 112 anos, damos início a um novo capítulo na história da Federação Portuguesa de Futebol. Hoje é um dia histórico, inaugurámos há poucas horas as novas instalações da Federação Portuguesa de Futebol a Norte. Um compromisso que assumimos no Plano Programático com que avançámos para a liderança da Federação Portuguesa de Futebol e que hoje, um ano depois, cumprimos. Porque a palavra descentralização é, para esta Direção da Federação Portuguesa de Futebol, mais do que uma bandeira eleitoral, é a nossa visão para o futuro do Futebol Português. Um futuro de proximidade com todas as Associações Distritais e Regionais, com todas as Associações de Classe, com o Futebol Profissional, Clubes e com todas as comunidades.
Porque Unir o Futebol, o desígnio a que nos propusemos, é muito mais do que aproximar todos os seus agentes ideologicamente, é aproximarmo-nos fisicamente. Num País com tantos desafios territoriais e tantas assimetrias regionais, a descentralização assume um papel fundamental. No futebol, a FPF é um fator de união territorial não apenas no Futebol… mas também no Futebol. E à Federação Portuguesa de Futebol nunca faltará a coragem para liderar, para dar o exemplo. E por isso, hoje a Descentralização passa a ser mais do que uma mera palavra. No Futebol Português, a Descentralização é, agora, uma realidade, porque o Futebol Português não é apenas de uma cidade. Ou de uma Região. O Futebol Português é de Portugal inteiro!
Digo sempre que a Federação Portuguesa de Futebol não é nossa, que estamos aqui apenas de passagem, a executar uma missão. Tudo devemos fazer para deixar - a quem vier depois de nós - uma Federação Portuguesa de Futebol melhor do que aquela que encontrámos. Hoje demos, em conjunto, mais um passo decisivo nesse sentido, porque, parafraseando o meu querido amigo José Neves, quem não prepara o futuro que quer, tem de aceitar o futuro que vier. Qualquer instituição – mesmo centenária, como a Federação Portuguesa de Futebol – só deixa de ser jovem se não olhar para o futuro com ambição. E ambição… não nos falta.
Habituem-se. Vamos continuar a Ganhar. Neste campeonato do Mundo, dizemos com muita convicção, VAI DAR PORTUGAL! Parabéns à Federação Portuguesa de Futebol! Parabéns ao Futebol Português!
