Acompanhe aqui o 1º Congresso do Futebol Português

FPF

Apresentação oficial de reformas estruturais para o ecossistema do futebol português

A FPF Arena Portugal acolheu, este sábado, o segundo dia do 1º Congresso do Futebol Português, um marco histórico, por ter feito confluir sinergias de diversos agentes – Associações Distritais e Regionais, Associações de Classe, Liga Portugal e Clubes – das áreas do Futebol, Futsal, Futebol de Praia e Walking Football, na definição de uma visão estratégica integrada para o futuro. Ontem, na sessão de abertura, a cargo de Pedro Proença, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, a plateia guardou um minuto de silêncio em memória das vítimas da depressão Kristin, que assolou o país, esta semana. 

No 1º Congresso do Futebol Português estão a ser apresentadas as conclusões do trabalho de várias comissões, ativadas e criadas após o primeiro Fórum do Futebol. Formação de Agentes Desportivos, Assuntos Regulamentares, Futebol Jovem e Futebol Não Profissional, Futebol Feminino, Futsal e Futebol de Praia, Fairplay, Arbitragem, Infraestruturas e Segurança, Associações Distritais e Regionais, Desenvolvimento e Processo de Certificação, Futebol Profissional, Treinadores, Competições de Clubes e Dirigentes integram o lote de temas dos vários painéis do Congresso. As conclusões das comissões resultaram num consenso alargado em torno da necessidade de reformas estruturais que reforcem a sustentabilidade, a competitividade e a coesão de todo o ecossistema do futebol português, da formação ao alto rendimento, em todas as suas variantes.
Recorde aqui os painéis do primeiro dia.

Acompanhe aqui os trabalho do segundo e último dia do 1º Congresso do Futebol Português e as conclusões do evento.

DIRIGENTES
Com moderação de Horácio Antunes, da Direção da FPF, o papel dos dirigentes e a necessidade da sua formação foi tema em destaque no painel que juntou Diamantino Gonçalves, presidente da ANDIF (Associação Nacional de Dirigentes de Futebol e Futsal), Rui Marote (ex-presidente da AF Madeira) e Robert da Câmara (presidente da AF Madeira), respetivamente presidente, vice-presidente e vogal da Comissão dos Dirigentes.
Diamantino Gonçalves começou por referir que, "em qualquer atividade, é preciso investimento na base mas nos últimos dez anos, por razões que não vale a pena falar, os dirigentes estiveram parados". No entanto, a situação pode melhorar significativamente nos tempos mais próximos. "Apresentámos um projeto para que a formação seja feita em conjunto com a FPF. O presidente Pedro Proença disponibilizou todos meios e já dia 24 de fevereiro terá lugar a primeira ação de formação", sublinhou.
Rui Marote, decano dos presidentes das associações distritais e regionais, com mais de 30 anos de experiência, apontou outra prioridade: "O estatuto do Dirigente Benévolo tem sido muito conversado ao longo dos anos, mas pouco avançado. Não basta ser um dirigente com boa vontade, precisamos de ter formação em várias áreas, dominando a parte desportiva, a gestão, o marketing, a contabilidade e a parte jurídica".
Robert da Câmara destacou a importância de realizar um trabalho no âmbito da transparência e da Ética. "É preciso estarmos sempre muito atentos à manipulação de resultados, bem como combater o racismo e estarmos preocupados com a inclusão de todos. Temos feito um esforço tremendo para que as miúdas consigam usufruir da prática do futebol, do futsal e do futebol de praia", referiu.

PROPOSTAS
1. Formação de Dirigentes
1.1 Promover a colaboração entre o ANDIF, a FPF e instituições de ensino superior para a atribuição de vagas em cursos de Gestão, Tecnologia, Marketing, Finanças, Legislação Desportiva e outras disciplinas fundamentais para o desempenhar das funções de dirigentes.
2. Dirigente Desportivo Benévolo
2.1 Propor a melhoria do Regime de Mecenato nas empresas, através da existência de projetos de voluntariado em parceria com os Clubes;
2.2 Indicar medidas incentivadoras à participação dos Dirigentes Desportivos Benévolos nos Clubes e ADR.
3. Transparência e Ética na Gestão
3.1 Identificar e implementar códigos de conduta para as partes integrantes do futebol e reforçá-los através de formação.

FINANCIAMENTO E CONTROLO ECONÓMICO
Nesta sessão moderada por Manuel Nunes, Coordenador das Comissões FPF, destacaram-se os desafios e apresentaram-se propostas que contribuam para a sustentabilidade financeira dos Clubes não profissionais, Associações Distritais e Regionais, bem como as Associações de Classe. Como realçou o Presidente da Comissão, Joaquim Sousa Marques, o grupo de trabalho abordou temas como a definição conjunta de modelos de financiamento, a criação de métodos de prestação de contas, a centralização dos direitos audiovisuais, o reforço dos apoios à gestão, o escrutínio feito aos investidores nas sociedades desportivas, os critérios de distribuição das apostas mútuas desportivas e a discussão com o poder político para reduzir os custos de contexto, nomeadamente os impostos e os seguros.
Victor Calado — Vice-Presidente da Comissão e Diretor-Geral do Canal 11, FPF Infraestruturas e FPF Eventos — salientou as principais dificuldades sentidas por estas entidades e que desafiam o ecossistema como um todo: a fragmentação dos modelos de financiamento, a elevada dependência de subsídios autárquicos e a escassa previsibilidade, os défices notórios de capacidade técnica e gestão, as desigualdades territoriais e a falta de instrumentos de regulação e escrutínio.
Entre as medidas propostas pela Comissão encontram-se, no caso dos clubes, a adesão obrigatória a um sistema federativo de prestação de contas e o registo digital público da sua atividade desportiva, social e financeira. Quanto às Associações Distritais e Regionais, é sugerida a adoção de um plano federativo comum, que seja equitativo, e a implementação de contratos programa com a FPF que inclua metas e indicadores de gestão. No que diz respeito às Associações de Classe, propõe-se estabelecer protocolos de financiamento fixo com a FPF e um apoio à formação contínua dos diferentes agentes desportivos. 
A Comissão, como sublinhou o vogal Frederico Fernandes, espera que estas medidas tragam maior estabilidade financeira e previsibilidade, o que resultará numa gestão mais favorável de longo prazo, bem como no reforço da coerência federativa e da capacitação da gestão e da credibilidade do Futebol Português como um todo, e conduzirá ainda à redução de assimetrias.

PROPOSTAS
1. Clubes Desportivos
1.1 Aderir obrigatoriamente a um sistema federativo de prestação de contas, para atribuição de apoios;
1.2 Registar publicamente e no formato digital a atividade desportiva, social e financeira.
2. Associações Distritais e Regionais
2.1 Adotar um plano de ação federativo comum para todas as ADR (planeamento, formação, digitalização), equitativo e proporcional;
2.2 Propor a implementação de contratos-programa com a FPF com metas e indicadores de gestão.
3. Associações de Classe
3.1 Propor a criação de protocolos de financiamento fixo com a FPF, com base em planos anuais, com indicadores, KPI’s e metas de gestão;
3.2 Apoiar diretamente a formação contínua de agentes (jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes).
4. Política Pública
4.1 Incentivar a inclusão de uma cláusula de solidariedade no processo da Centralização dos Direitos Audiovisuais;
4.2 Estudar a possibilidade de constituição de um Fundo Nacional de Apoio ao Futebol Não Profissional (FNAFNP).

INFRAESTRUTURAS E SEGURANÇA
A importância do investimento em Infraestruturas ficou patente ao longo de todo o 1º Congresso do Futebol Português, desde logo pelas referências que quase todos os painéis fizeram à sua relevância para o desenvolvimento da modalidade. Sendo os recursos limitados, é fundamental planear antes de investir e essa foi precisamente uma das prioridades da Comissão de Infraestruturas e Segurança, liderada por Pedro Matias, Delegado da AF Algarve. "Em todas as atividades temos software e hardware. Se no futebol o software é o talento de jogadores e treinadores, o hardware são as infraestruturas onde o podem desenvolver. Ora, sem conhecermos o que temos não podemos requalificar e desenvolver. Por isso, ter um atlas atualizado é fundamental para saber o que temos, o que queremos requalificar e o que temos fazer de novo", referiu.
Uma ideia secundada por José Eduardo Simões, ex-presidente da Académica OAF e vogal da Comissão, que recordou o sucesso da organização do Europeu de 2004 por Portugal para traçar paralelos. "Foi um triunfo organizativo que começou a ser construído dez anos antes. Por analogia, estamos agora a partir pedra para obter resultados mais adiante. Temos um país desigual em cobertura de infraestruturas. Precisamos de fazer um inventário e depois temos de fazer opões, encaminhando o investimento de forma a potenciar talento".
Num painel moderado por António Laranjo, da Direção Executiva da Federação Portuguesa de Futebol, Ricardo Felgueiras, presidente AF Viana do Castelo, sublinhou que, "se o objetivo é chegarmos aos 400 mil praticantes, temos de ter mais e melhores infraestruturas", algo que apenas será possível através da colaboração estreita com o poder local. "É fundamental podermos participar em fase de projeto nos equipamentos desportivos das autarquias, até para evitar que sejam construídas sem cumprirem requisitos da FPF ou da FIFA", concluiu.

PROPOSTAS
1. Atlas das Infraestruturas Desportivas Nacionais 
1.1 Estudar de que forma pode ser efetuada a inventariação e caracterização das condições de cada infraestrutura desportiva nacional afeta às modalidades tuteladas pela FPF (características, dimensões, estado de conservação, acessibilidade, segurança, conectividade, capacidade, certificações, sustentabilidade, etc.). 
2. Licenciamento das Infraestruturas Desportivas 
2.1 Identificar critérios padronizados para o licenciamento das infraestruturas desportivas (segurança, acessibilidade e sustentabilidade). 
3. Ambiente e Sustentabilidade 
3.1 Incentivar a utilização de transportes públicos e bicicletas, com ciclovias e estacionamentos adequados nas infraestruturas desportivas; 
3.2 Sugerir IoT (Internet of Things) para monitorizar consumo energético, segurança, manutenção, inspeções técnicas e monitorização automática de equipamento.

JOGADORES
Num painel moderado por Daniel Carriço, antigo atleta e atual membro da Direção FPF, a comissão dedicada aos Jogadores aborou, sobretudo, a formação e a sua integração no mercado de trabalho no pós-carreira desportiva, além de se ter focado nos direitos laborais. O presidente da Comissão e Coordenador de Futebol de Praia da  FPF, Madjer, salientou que apenas 37 por cento dos atletas inscritos terminam o ensino secundário, enquanto 11 por cento concluem o ensino superior.
O professor Carlos Lopes, Embaixador das UAARE, sublinhou a importância do foco no universo alargado de jogadores "que não chegam ao topo", porque são aqueles de que mais necessitam e vão beneficiar da sua educação e formação, importando por isso "desmistificar o estigma" de que o jogador de futebol "não tem tempo nem precisa de estudar". "O futebol não pode ser um fenómeno de exclusão social, pelo contrário, e a conciliação da carreira desportiva e académica é possível."
Para tal, sugerem reforçar o cumprimento da escolaridade obrigatória, promover a reintegração no percurso escolar, criar certificações para rentabilizar os recursos e promover o acesso ao ensino superior — uma realidade que já se verifica sobretudo no futebol de praia, no futsal e no universo das atletas femininas, mas que falta alargar ao futebol masculino.
António Espírito-Santo, Coordenador do CQA, defendeu que a FPF se deve aproximar dos jogadores e ex-jogadores, tal como as restantes entidades que constituem o ecossistema do futebol. "Os atletas sentem-se muitas vezes desamparados, têm de tomar decisões difíceis, e por isso seria fundamental compilar todas as informações relevantes numa plataforma da FPF." A comissão sublinhou que investir nesta área significa apostar em jogadores mais qualificados, preparados e acompanhados.

PROPOSTAS
1. Carreira
1.1 Estudar a possibilidade do desenvolvimento de uma plataforma online, em parceria com o Sindicato dos Jogadores, dedicada à promoção de oportunidades profissionais para ex-atletas, devidamente enquadrada pela legislação em vigor sobre o alto rendimento;
1.2 Colaborar com o Sindicato dos Jogadores e com entidades governamentais para assegurar a equiparação dos jogadores portugueses até aos 23 anos, que não ingressaram no Ensino Superior, e aos jovens que concluíram o percurso académico, nomeadamente no acesso a benefícios fiscais e sociais, articulando com o Programa Qualifica.
2. Profissão de Desgaste Rápido
2.1 Sugerir a promoção de diálogo institucional junto do Governo para a reposição do regime de profissão de desgaste rápido para os futebolistas, assegurando a revisão dos apoios sociais, com adequado enquadramento no Fundo de Pensões do Sindicato dos Jogadores. (Decreto-Lei nº 70/2020, de 16 de setembro).
3. Congresso Anual
3.1 Avaliar a realização de um Congresso Anual inteiramente dedicado às temáticas relacionadas com a atividade profissional dos futebolistas, coorganizado com os Sindicatos dos Jogadores, consolidando um espaço de reflexão, debate e formulação de políticas públicas.

SELEÇÕES
As Seleções Nacionais continuam a ser o coração do futebol português, representando o mais alto nível da modalidade e assumindo um papel central na afirmação desportiva, cultural e social do país. Óscar Tojo, Diretor Técnico Nacional e moderador do painel, fez questão de sublinhar que os resultados alcançados são fruto de um esforço alargado. "Tem-se falado muito nas conquistas da Federação nos últimos 12 meses. Dizer que estas conquistas têm rostos, têm pessoas, não só que estão neste momento na estrutura técnica nacional, mas também pessoas que já não estão, mas estiveram nessas conquistas", afirmou.
O responsável deixou ainda um agradecimento abrangente a toda a estrutura envolvida. "Quero agradecer o empenho ao longo de todo este processo e também os feitos conseguidos, não só os que ganharam, mas toda a estrutura que alimenta a qualidade do processo", destacando os treinadores das seleções masculinas e femininas, a Direção de Apoio às Seleções e a Direção de Saúde e Performance. Para Óscar Tojo, "é dentro desta equipa conjunta, holística, que o sucesso se vai construindo", sublinhando ainda que "o coração da Federação será sempre as seleções".
O ex-futebolista João Vieira Pinto, presidente da Comissão, considerou o trabalho desenvolvido "um desafio muito interessante, numa área que nos é muito querida", deixando um agradecimento especial aos peritos envolvidos. "Sem eles, não era possível chegar às conclusões com tanta certeza", afirmou. Carla Couto (SJPF), vice-presidente da Comissão, destacou a necessidade de maior articulação no futebol feminino. "É necessário criar um fórum, ou reuniões regulares e bem definidas, entre as instituições em prol das jogadoras", apontando para a criação de "um ecossistema integrado" que envolva FPF, clubes, autarquias e restantes agentes.
No futebol de praia, Jorge Sarria destacou a necessidade de igualdade de condições. "As seleções têm de ter exatamente os mesmos recursos que o futebol masculino", defendendo que os jogadores "têm de ser acompanhados da mesma forma", considerando as seleções fundamentais para a dinamização da modalidade no país.

PROPOSTAS
1.⁠ ⁠Futebol de Formação
1.1 Propor a criação de mais infraestruturas nos Clubes e nas ADR e sugerir que os quadros competitivos sejam mais adequados;
1.2 Sugerir uma maior projeção dos jogos das Seleções Nacionais para atrair mais público nos estádios;
1.3 Estudar a evolução do número de treinadores, fisioterapeutas, nutricionistas, analistas e psicólogos, para acompanhar o crescimento competitivo.
2.⁠ ⁠Futebol Feminino
2.1 Propor a criação de mecanismos que estimulem a proximidade das ADR, Clubes, Escolas, Câmaras Municipais e Governo para promover o crescimento do número de atletas de modo a possibilitar um maior recrutamento para as Seleções Nacionais;
2.2 Estudar a adequação dos quadros competitivos, de modo a ajustar a oferta e continuidade de competição, implementando campeonatos de Sub-16 e Sub-17;
2.3 Reforçar o trabalho individual para melhorar a competência das jogadoras, com especial destaque da posição de Guarda-Redes;
3.⁠ ⁠Futebol de Praia
3.1 Propor a integração dos mesmos recursos humanos em todas as Seleções Nacionais A Masculinas, Femininas e Sub-20.

SAÚDE
Paulo Beckert, Diretor de Saúde da FPF, moderou o painel que apresentou os dois temas sobre os quais a Comissão dedicada a esta área trabalhou - Cobertura de Acidentes Desportivos e Proteção dos Jogadores –, dos quais surgiram seis propostas. A proteção do jogador nas diversas vertentes é o objetivo principal da comissão, que contou com o contributo de vários peritos, e o primeiro passo é a redução de risco.
João Pedro Mendonça, presidente Associação Nacional de Médicos de Futebol (AMEF), que liderou o grupo de trabalho, enumerou os eixos prioritários. "Tudo o que aqui foi dito neste Congresso é muito importante, mas sem saúde vale pouco porque é importante e essencial para conseguir concretizar-se. Encontrámo-nos durante seis meses e a proteção da saúde do atleta, e como pode ser agilizada, foi o que tratamos. E os seguros, claro, foram o tema abordado. Vamos contribuir para que clubes e associações que têm obrigação de o pôr a funcionar, preferencialmente com prémio baixo e cobertura alta. O que podemos fazer para que isso possa acontecer foi a meta que nos propusemos atingir", explicou.
Reduzir os riscos é, por isso, a melhor forma de o conseguir, e o vice-presidente da Comissão, Carlos Borges, que lidera a ANEDAF, explicou que o futebol base é a sua preocupação: "Existem 1500 clubes, 250 mil atletas profissionais masculinos e 20 mil femininos, e muita escassez de recursos humanos. Somos uma entidade formadora e é nisso que vamos incidir, para que chegue ao anterior, aos clubes. Não é fácil levar um enfermeiro ou fisioterapeuta para o interior, queremos mitigar essa escassez".
A ex-futebolista Matilde Fidalgo, vogal na Comissão, e representante do Sindicato dos Jogadores, mostrou-se satisfeita com as propostas. "É importante os jogadores terem literacia, saberem o que precisam de fazer para sua proteção. A capacidade de criar uma atmosfera onde se reduz a hipótese de risco é muito importante, e para isso criar estruturas e recursos humanos para que a saúde seja encarada de forma preventiva. Sabendo que existirão sempre problemas, a abordagem deve ser da prevenção. Fico contente com o contributo desta comissão", assumiu.

PROPOSTAS
1. Cobertura de Acidentes Desportivos
1.1 Estudar a existência de requisitos mínimos para apólices e potenciar a capacidade de auditoria pela FPF antes da aceitação da inscrição (Futebol Amador);
1.2 Estudar a possibilidade da criação de um gabinete técnico jurídico para consultoria em sistemas de seguros;
1.3 Avaliar a constituição de possíveis parcerias com o poder local e patrocinadores que se constituam como apoio em matéria de seguros, especialmente no Futebol Amador;
1.4 Analisar a criação de um grupo de trabalho para identificar diferentes modelos de seguros de outros países (UK, USA, França, Alemanha) que mereçam reflexão para propostas futuras.
2. Proteção dos Jogadores
2.1 Propor a existência de, pelo menos, um profissional de saúde qualificado (médico, enfermeiro com pós-graduação em enfermagem no desporto, ou fisioterapeuta) em todos os Clubes, com conhecimentos em emergências, trauma desportivo e proteção do jogador;
2.2 Estudar a criação de um processo de Certificação das áreas de Segurança e Saúde dos Clubes de Futebol Amador Sénior (Liga 3, Campeonato de Portugal, Liga BPI) semelhante ao modelo das entidades formadoras, promovendo desenvolvimento de modelos organizacionais, recursos humanos, materiais e infraestruturas.

PROGRAMA DO SEGUNDO DIA DO 1º CONGRESSO DO FUTEBOL PORTUGUÊS

10:00 – Abertura do Dia 2
10:05 – Comissão Dirigentes
10:25 – Comissão Financiamento e Controlo Económico
10:45 – Comissão Infraestruturas e Segurança
11:30 – Comissão Jogadores
11:50 – Comissão Seleções
12:10 – Comissão Saúde
12:30 – Conclusões das Comissões
12:45 – Encerramento Oficial

 


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