Pedro Proença: “Ajudem-nos a ser maiores”

FPF

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol abriu o 1º Congresso do Futebol Português. Um minuto de silêncio em memória das vítimas da depressão Kristin

O 1º Congresso do Futebol Português arrancou, esta sexta-feira, na FPF Arena (Oeiras), com a cerimónia de abertura marcada pela solidariedade. "O futebol é um desporto de equipa, faz sentido quando é partilhado: quando marcamos, marcamos todos; quando sofremos, também sofremos todos", afirmou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), antes de pedir à plateia para se unir num minuto de silêncio para com todas a vítimas da depressão Kristin, que causou seis mortes e danos significativos no território nacional. A FPF está disponível para ajudar as populações das áreas mais atingidas (vários clubes sofreram danos consideráveis nas respetivas estruturas), e essa determinação foi já comunicada ao Governo, anunciou. A declaração do estado de calamidade impediu a presença de qualquer membro do Executivo no Congresso, mas a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, faz questão de se associar ao evento, com Pedro Proença a sublinhar que a FPF tem no Governo um parceiro ativo “que reconhece o ativo estratégico que o País tem no futebol”.

Cumprido esse momento solene, Pedro Proença fez questão de exaltar o excelente trabalho realizado “pelos clubes portugueses nos últimos anos” destacando a recente recuperação do 6º lugar do ranking da UEFA com “planeamento, rigor, estratégia e por mérito próprio”. Um passo importante para o futebol português que o presidente da FPF recusa ver como um fim em si mesmo. “É um resultado que exige responsabilidade e visão estratégica. A criação de condições para uma maior competitividade interna, para assegurar a sustentabilidade dos clubes, alinhando as nossas competições com as exigências do futebol português”, frisou. Um objetivo que exige “reformas, cooperação e ambição”, precisamente os objetivos que estiveram na base da realização deste 1º Congresso do Futebol Português que, tal como Pedro Preonça sublinhou “representa uma data especial para a centenária Federação Portuguesa de Futebol”.  Cumprindo mais um compromisso do Plano Programático dos atuais órgãos sociais, com a realização de um fórum privilegiado “de reflexão profunda sobre o futebol português”, o Congresso, nas palavras do presidente da FPF, tem como objetivo “realizar um retrato real do futebol, futsal, futebol de praia, walking football e esports em Portugal”. Para o conseguir, o pontapé de saída foi dado a 24 de maio de 2025 “com a constituição das 19 comissões”.

“Convocámos os maiores especialistas e peritos para essa reflexão profunda: os nossos sócios ordinários. Clubes, Associações Distritais e Regionais, Associações de Classe, Liga Portugal. E, todos juntos, iniciamos este processo estruturado porque, no futebol português, nunca existirão impossíveis!”, afirmou, sublinhando a dimensão do trabalho desenvolvido: “Mais de 45 entidades representadas, mais de 160 participantes nas Comissões, mais de 200 horas de trabalho”. Tudo culminando em mais de 120 propostas que “sairão deste Congresso e que irão lançar as bases para o futuro do Futebol em Portugal”, marcando uma era na história do futebol português e da FPF e cumprindo “o seu maior desígnio: unir do futebol”. “No espaço de oito meses, a Comunidade do Futebol organizou dois eventos absolutamente estruturantes para a indústria. Em outubro, colocámos Portugal e o futebol português no centro das decisões a nível mundial com um histórico Portugal Football Summit, hoje encerramos este primeiro ciclo com a realização do Primeiro Congresso do Futebol Português”, explicou Pedro Proença. Depois de um 2025 histórico a nível de troféus, “a comunidade do futebol responde com condições para irmos ainda mais além”, frisou Pedro Proença, antes de terminar com uma mensagem: “Ajudem-nos a ser maiores, ajudem-nos a ganhar mais. Vamos continuar a fazer o que ainda não foi feito”.


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