Declarações do protagonistas após vitória com a Hungria (5-1).
A Seleção Nacional de Futsal venceu, esta terça-feira, a congénere da Hungria, por 5-1, em jogo da ronda 2 do Grupo D do Campeonato da Europa de Futsal 2026.
No final do encontro, Jorge Braz, Diogo Santos e Erick mostraram-se satisfeitos com a seriedade e atitude da equipa.
Jorge Braz, Selecionador Nacional, em discurso direto:
"Estivemos muito focados em nós e no que tínhamos de fazer em cada momento do jogo. Entrámos muito bem, a fazer o que achávamos que nos poderia dar vantagem, depois fomos estando muito comprometidos no nosso processo. Estou muito satisfeito, com a produção ofensiva, com momentos de pressão que tivemos naquelas bolas instáveis. Estivemos muito seguros, sem facilitar, sempre com muito foco"
"Tivemos muitos momentos de aceleração, de quatro para três no ataque. A Hungria nunca conseguiu jogar de forma clara e limpa, com as suas armas. Isso foi-nos dando confiança e dando muita posse de bola. Correu muito bem"
"A Hungria tem algumas competências muito interessantes e sabem valer-se delas muito bem. Analisámos todos os jogos da Hungria nos últimos dois anos e era claro o nível de organização e algumas situações de jogo em que podiam ter alguma vantagem, como no jogo de pivô deles ou na forma direta como jogam nas costas. Controlámos isso muito bem, estávamos bem cientes que não nos podíamos distrair e dar azo a que aparecessem as coisas boas que a Hungria tem"
"Tínhamos de construir o nosso percurso. Já estão duas etapas, difíceis, mas passadas, e hoje com distinção. Queremos vencer o grupo com nove pontos. Passo a passo, para depois não nos distrairmos. O nosso registo de concentração e intensidade com que vivemos isto tem de aumentar todos os dias, para estarmos cada vez mais preparados para jogos que vão ser cada vez mais difíceis e competitivos”.

Erick Mendonça, internacional português, em discurso direto:
"Foi um jogo em que fizemos parecer mais fácil do que era, na verdade. A Hungria é uma equipa difícil, muito física, estávamos preparados e isso era o mais importante. Conseguimos fazer o que queríamos. Sofremos um golo que não queríamos, mas fica a vitória bem conseguida.
A forma como entrámos no primeiro jogo [n.d.r vitória diante da Itália, por 6-2] não foi a melhor e estávamos preparados para alterar isso. Sabemos que o primeiro jogo é sempre diferente por todas as emoções, mas vínhamos mais preparados agora. Sabíamos que tínhamos que entrar bem, se possível com um golo estratégico, que foi conseguido através de um lance que tínhamos vindo a preparar. É bom começarmos a ganhar porque depois é difícil virarem um resultado contra nós.
"De forma geral, é difícil sermos surpreendidos. Não estou a dizer que não nos conseguem causar dificuldades. Há equipas que nos causam muitas dificuldades, mas é difícil sermos surpreendidos. Estávamos bastante preparados para o jogo deles de pivots, temos dos melhores fixos no mundo, a pressionar temos 'canalha' nova que pressiona muito bem. Surpreendidos não, mas preocupados com o que eles podiam fazer e isso notou-se em campo pela forma como trabalhámos.
"Queremos ganhar todos os jogos. Não fazemos contas já, até porque o mister não deixa e o que queremos agora é ganhar à Polónia. Isso é o mais importante."

Diogo Santos, internacional português, em discurso direto:
"Temos que pensar jogo a jogo. Neste momento temos seis pontos e temos que pensar já no jogo com a Polónia, ver o jogo deles contra a Itália e é nisso que vamos trabalhar. Estou bastante feliz com a vitória e com o golo marcado.
Nenhum jogo vai ser fácil. Temos é que procurar tornar os jogos fáceis. É isso que temos feito, com o trabalho que o mister nos tem mostrado e é isso que vamos procurar fazer.
O mais importante é o trabalho da equipa, que é o que eu priorizo sempre. Sem eles nada disto seria possível, por isso agora é continuar e ajudar a equipa cada vez mais."

Pany Varela, internacional português, em discurso direto:
“Contra a Itália, também entrámos bem o jogo, mas sofremos um golo de bola parada numa finalização bem conseguida. Hoje, começámos na frente do marcador e isso é mais confortável, pois obriga o adversário a ir à procura do resultado. Essa foi a grande diferença.
O jogo de pivô da Hungria é muito forte e usam bastante as bolas paradas com remates exteriores, mas conseguimos anular muito bem essas duas situações. Tivemos muita bola, o que desgasta o adversário. Começar na frente do marcador é importantíssimo, dá outro ânimo e cria um pouco mais de desconforto a equipas que tentam começar na frente, para poderem baixar as linhas.
A equipa técnica vai até ao mais pequeno pormenor para que pouca coisa nos possa surpreender durante os jogos. Defendemos de forma muito boa e estamos preparados para o que nos possa vir a acontecer. Vão tentar-nos surpreender, mas trabalhamos todos os dias para que isso seja pouco possível”
