Conclusões do 1º Congresso do Futebol Português

FPF

Caminho estratégico para um futebol mais sustentável, inclusivo e competitivo. Segunda edição marcada para 29 e 30 de janeiro de 2027

A Federação Portuguesa de Futebol concluiu, este sábado, o 1º Congresso do Futebol Português, um marco histórico que reuniu Associações Distritais e Regionais, Associações de Classe, Liga Portugal, Clubes e todos os agentes das diversas áreas, com o objetivo de definir uma visão estratégica integrada para o futuro do Futebol Nacional.

Das conclusões do Congresso, apresentadas por Vasco Pinho, da Direção Executiva da FPF, resulta um consenso alargado em torno da necessidade de reformas estruturais que reforcem a sustentabilidade, a competitividade e a coesão de todo o ecossistema do futebol português, da formação ao alto rendimento, em todas as suas variantes.

Entre as principais conclusões, o Congresso sublinhou ainda a necessidade de implementar um novo modelo de financiamento da FPF, envolvendo de forma articulada as Associações Distritais e Regionais, Associações de Classe, Liga Portugal e Clubes. Este modelo é entendido como determinante para garantir a sustentabilidade financeira e a equidade em todo o futebol português.

Outro eixo estruturante é a Centralização dos Direitos Audiovisuais, reconhecida como uma oportunidade decisiva para reforçar a solidez económica do sistema, assegurando uma distribuição mais justa de recursos e promovendo o desenvolvimento do Futebol desde a base até ao topo.

No plano competitivo, foi identificada a importância de reformular os quadros competitivos, com particular incidência nas ligas profissionais, na Taça de Portugal e na Supertaça – esta com a possibilidade de ser disputada numa Final Four no estrangeiro –, com o objetivo de proteger e reforçar o ranking europeu de Portugal. Paralelamente, foi consensual a necessidade de introduzir alterações nas competições organizadas pela FPF, nomeadamente na Liga Revelação, Liga 3, Campeonato de Portugal, bem como nas provas de formação em Futebol e Futsal.

As conclusões apontam também para a harmonização dos regulamentos em todo o território nacional, através da aplicação transversal das boas práticas da FIFA e da UEFA, abrangendo a FPF, a Liga Portugal e as Associações Distritais e Regionais, promovendo maior coerência, transparência e eficácia regulamentar.

O Congresso definiu ainda as principais linhas do Plano Estratégico da FPF, a apresentar igualmente a 24 de fevereiro, com especial enfoque no desenvolvimento do Futebol Feminino, do Futsal e do Futebol de Praia, reconhecidos como pilares estratégicos do crescimento sustentado da modalidade. Na mesma data será apresentado o Plano Nacional de Arbitragem, identificado como um instrumento fundamental para a valorização, credibilização e evolução sustentada do setor, assente no recrutamento, formação, retenção e proteção dos árbitros.

No domínio da qualificação e do conhecimento, foi assumido o compromisso de desenvolver e concretizar a criação da Universidade do Futebol, com o objetivo de fomentar uma Licenciatura em Futebol, bem como de aumentar o número de vagas nos cursos de formação da FPF, em particular nos cursos de Treinador UEFA.

O Congresso destacou ainda a importância de identificar mecanismos eficazes de proteção dos Clubes e Sociedades Desportivas, criando um ambiente seguro, transparente e atrativo para quem pretende investir no futebol português.

No plano dos valores, foi consensual a necessidade de estudar e implementar medidas centradas nos jogadores, treinadores, dirigentes, árbitros, adeptos e famílias, promovendo o Fair Play, a ética, o respeito e a integridade em todas as competições e contextos do Futebol Nacional.

Por fim, foi reforçada a ambição de desenvolver o Futebol para todas as idades, através da implementação do Walking Football competitivo e do novo programa “Jogam Todos”, dirigido aos mais jovens, consolidando o Futebol como uma prática inclusiva, formativa e socialmente relevante.

Este Congresso teve, desde o primeiro momento, a marca da solidariedade para com as populações afetadas pela depressão Kristin. A Fundação FPF associa-se aos esforços das autoridades locais e das estruturas de proteção civil, divulgando os principais pontos de apoio, recolha e voluntariado atualmente ativos nas zonas mais afetadas, de forma a facilitar a ajuda à população e reforçar a resposta solidária no terreno.

O 1º Congresso do Futebol Português afirma-se, assim, como um ponto de viragem na governação do Futebol Nacional, lançando as bases para um futuro mais unido, sustentável e competitivo, assente no contributo de todos os que fazem do futebol português uma referência dentro e fora de Portugal.

A segunda edição do Congresso do Futebol Português está já marcada para 29 e 30 de janeiro de 2027.


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