Roberto Martínez: "Olhamos olhos nos olhos as melhores seleções do mundo"

Seleção A

Selecionador Nacional falou da participação de Portugal no Mundial'2026

Roberto Martínez participou na cerimónia de abertura do Centenário da Associação de Futebol de Viseu (AF Viseu) e fez questão de destacar o papel importante da formação: "O que se faz nas formações é exemplar. Temos campeões Sub-17 da Europa e do Mundo, mas o desafio é garantir que esses talentos consigam carreiras de alto nível. A formação prepara valores, técnica e mentalidade, e é nossa responsabilidade dar oportunidades e acompanhar os jogadores rumo ao mais alto nível.”

Questionado sobre a participação lusa no Mundial, o Selecionador Nacional disse que 2025 foi o ano em que Portugal percebeu que pode jogar "olhos nos olhos" com as melhores seleções do mundo: "No Europeu de 2024, contra a França, não tínhamos a confiança de olhar olhos nos olhos aos melhores do mundo. Em 2025, na Liga das Nações, conseguimos enfrentar Alemanha e Espanha de frente, superar momentos difíceis e conquistar o torneio. Olhámos olhos nos olhos as melhores seleções do mundo e essa evolução abre boas perspetivas para o Mundial”.

Roberto Martínez acredita que a prestação de Portugal no Campeonato do Mundo vai depender muito do que a equipa fizer nos primeiros três jogos, contra Uzbequistão, Jamaica/Nova Caledónia ou RD Congo, e Colômbia.

"O que conta para nós é a exigência interna de dar tudo para ganharmos o torneio. Para nós, tudo começa com um sonho, que é ganhar o Mundial. O compromisso dos jogadores é total. Depois, há a preparação, muito detalhe. Não acredito em preparações muito longas antes do Mundial, então vamos fazer um estágio fechado em março, por México e Estados Unidos, para trabalhar o aspeto de estádios fechados, de altitude, de logística, de mudanças de horário. A preparação é complexa, mas está muito bem trabalhada. E o foco dos nossos atletas é divinal", referiu o Técnico, que rejeitou o favoritismo de Portugal.

"Estamos a falar de um torneio que nunca ganhámos. Considero uma seleção favorita quando já ganhou um Mundial. Nós somos candidatos, nunca ganhámos. Durante o Mundial, as seleções acreditam muito quando já tiveram uma geração anterior que ganhou. O foco para nós é tentar crescer muito durante os três jogos e, com o apoio que temos, tentar sonhar muito", frisou. 

O treinador da Equipa das Quinas explicou, ainda, o modo como lidera a Seleção. “Vou partilhar a nossa metodologia para os melhores do mundo, as suas posições, é criar um ambiente de alto rendimento, uma exigência no ambiente. E há três aspetos muito importantes para trabalhar um grupo de pessoas”.

O primeiro, continuou, “é a clareza num sentido comum, parece fácil, mas é importante que todos os membros da equipa percebam claramente o seu papel, dentro e fora do relvado” e, por isso, defendeu que “clareza é essencial”.

“Segundo. Falamos de equipas, mas começa com uma pessoa, uma meta, um foco individual. O atleta tem sonhos, objetivos. Joga na seleção por orgulho, para mostrar a sua carreira, por dinheiro. Seja qual for o motivo é importante aliar o objetivo pessoal ao sucesso da equipa”, disse.

O terceiro aspeto, concluiu, “é medir e melhorar constantemente”, ou seja, “é um aspeto muito objetivo que é medir o que acontece, e medir no relvado, para melhorar”.

“Alinhar aspetos de clareza, alinhar o objetivo individual ao sucesso da equipa e medir e melhorar constantemente é como utilizar a força num grupo de pessoas que tem um tempo limitado para um objetivo comum”, resumiu.


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