Carlos Mota Carvalho: "A segurança não é um custo, mas um investimento"

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Presidente da AF Leiria apresentou caso de sucesso para suprir falta de policiamento no futebol distrital

A insegurança é um dos maiores problemas da arbitragem e uma das principais causas de desistência dos jovens árbitros em início de carreira. As Associações Distritais e Regionais (ADR) têm procurado soluções para o problema, em articulação com as forças de segurança, para que os jogos possam ter sempre um ambiente seguro, para todos os intervenientes. 
Moderada por Rui Melo, da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a conversa entre Carlos Mota Carvalho, Presidente da Associação de Futebol de Leiria, e o Prof. José Bernardino convergiu para a enumeração dos desafios das ADR em relação à falta de policiamento e o que está a ser feito em Leiria para suprir essas dificuldades.

Agradecendo à FPF a iniciativa de trazer a debate este tema tão importante, Carlos Mota Carvalho começou por explicar que "há vários anos que a AF Leiria faz uma aposta muito grande na segurança. Temos uma Comissão de Acompanhamento e Segurança a Jogos, que envolve membros das forças de segurança (PSP e GNR), que representam a secção de operações, e fazemos sempre uma reunião no início da época para prepara época desportiva". E acrescentou que "a segurança não é um custo, mas um investimento. Há mais de 10 anos que são dados cursos de formação para PCS – Ponto de Contacto com a Segurança, que formam pessoas que nos permitem garantir segurança nos nossos recintos desportivos", no caso dos jogos em que não é obrigatória a presença de forças de segurança.

Este projeto que a AF Leiria tem desenvolvido conta com a preciosa ajuda do Prof. José Bernardino, que orienta as formações. "Na formação tento passar a ideia de que regra de ouro é antecipar e pensar no que pode correr mal. A formação é feita com base em questões praticas e só aceitamos pessoas credenciada para desempenhar a função. Quem está nas funções de segurança, nos jogos, deve preocupar-se com os espectadores e não pode usar a força. Na formação dizemos que a arma que têm é o diálogo."

Esta iniciativa da AF Leiria tem sido muito divulgada em vários locais, uma vez que a falta de efetivos nas forças de segurança não permite assegurar o policiamento em todos os recintos desportivos. "Em fevereiro de 2024 a legislação alterou-se e a Autoridade para a Segurança no Desporto começou a dar formações online, para exercer funções de Gestor de Segurança. No entanto, nós continuamos a fazer três sessões presenciais descentralizadas, em Leiria, Pombal e Caldas da Rainha, sempre com mais de 100 participantes, muitos dos quais são mães e pais de atletas".


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