Central fez antevisão do jogo frente à Alemanha
Rúben Dias fez, esta terça-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras, a antevisão do encontro das meias-finais da Liga das Nações, entre Prtugal e Alemanha, a ter lugar, dia 4 de junho, e Munique.
O internacional português eestá integrado na convocatória nacional para a fase final da prova.
Rúben Dias, em discurso direto:
" Acho que não faz sentido comparar com o jogo do Euro 2020. Além dos anos de distância, há jogadores e treinadores diferentes. Como tal, quase todas as circunstâncias mudaram. Jogamos fora, eles em casa, num estádio em que se sentem confortáveis. E isso é um ponto extra para eles. Fora isso, somos duas das melhores equipas europeias e sabemos perfeitamente da qualidade que eles têm. Temos de estar num nível muito alto, é a única maneira de ganhar. É uma meia-final, um jogo especial só por isso. Os detalhes vão fazer a diferença".
"Geração de ouro é uma afirmação muito relativa. Mas concordo com o argumento, o trabalho coletivo será sempre o maior ponto de diferença de geração para geração, de jogo para jogo e competição para competição. Sabemos, e é uma conversa constante, que temos qualidade individual, e eu próprio já disse várias vezes que o mais importante vai ser a maneira como nos conseguimos juntar em cada estágio e competição. E esta é mais uma oportunidade. Deu um excelente exemplo, o do PSG. A maneira como se conseguiram juntar, fazer a equipa funcionar... Podemos ter todas as individualidades do mundo, mas se não conseguirmos funcionar como um só... É com base nisso e com essa ambição que trabalhamos todos os dias".
"Acima de tudo, uma mensagem parabéns. Ficámos muito felizes. Também já estive no meu Euro sub-17, perdi nas meias-finais. Sei que é muito importante para eles e é sempre nostálgico olhar para o que está a acontecer agora. Ficámos muito felizes. Senti uma equipa forte. Vou confessar que não vi todos os jogos, mas gostei muito de ver o que consegui. Fiquei muito feliz".
" (...) Liga das Nações? Lembro-me que na altura foi a primeira e toda a gente se perguntava acerca do peso que esta competição iria ter. E é importante. Acho que sentimos bem o significado de termos ganhado na altura, juntámos o país inteiro a celebrar. Funciona como motivação extra. Sabemos o que é ganhar a Liga das Nações, o que significa para as pessoas e para o país. Não é um Europeu ou um Mundial, mas é uma competição importante".
"Sinto-me muito bem fisicamente. Estou cheio de vontade de jogar a Liga das Nações e o Mundial de Clubes".
"Acima de tudo, permanece uma maneira de estar vitoriosa, ambiciosa. Se tivesse de escolher uma palavra, escolheria estabilidade. É um porto-seguro para todos nós, uma alegria vir para a Seleção, sentimo-nos em família. A Seleção, mais do que qualquer outra coisa, é um sítio onde todos nos temos de sentir em casa. Seguimos em busca de lutar e alcançar feitos grandes para o nosso país. E como tal, essa estabilidade assenta bem"

"Tempo livre? Ainda não sabemos bem como vai ser... Acho que foi uma decisão muito inteligente do selecionador, dar estes dias que tivemos para refrescar a mente e o corpo. Isso já é um fator muito positivo para nós enquanto atletas profissionais. Em relação ao resto não sei. O próprio Mundial de Clubes ainda nem sabemos os timings. Vamos viver um dia de cada vez. Impacto de um resultado negativo? Pensar nisso antes sequer de começar a jogar já nos deixa a perder. Queremos ganhar e, a seu tempo, pensaremos no resto".
"Começo já pelo Vitinha. Fez uma época espetacular e tem todo o direito a pensar e sonhar com isso. Nem sei bem por onde mais ir. Foi extraordinário. Podiam ser muitos os elogios, mas acima de tudo, acho que, se não o tinha feito já antes, deu para perceber o tipo de jogar que é e a capacidade que tem. Fico muito feliz por ele. E pelos outros três também. Já todos sabíamos bem o que ali estava. Às vezes tem a ver apenas com o momento, estar no sítio certo, juntar títulos a essa capacidade inacreditável que os quatro têm. Agora parece que toda a gente fala deles como se fosse uma novidades, mas não são. São muito bons há muito tempo. Fico muito feliz por eles, por terem metido um 'carimbo' nessa qualidade".
"Claro que sim. Pessoalmente, diria que jogo com essa responsabilidade desde que aqui cheguei. A experiência é um fator, mas acredito que o simples facto de ser chamado é, por si só, a maior responsabilidade. Acredito que todos temos essa responsabilidade, que é máxima sempre que aqui estamos".