Microplanos estratégicos apresentados na Cidade do Futebol

FPF

Óscar Tojo, Diretor Técnico Nacional, explicou intervenção em todas as áreas. Plano Nacional de Arbitragem apresentado

A Federação Portuguesa de Futebol apresentou, esta quinta-feira, na Cidade do Futebol (FPF), os microplanos estratégicos, a segunda fase do Plano Estratégico 2024-36, documento base que foi divulgado a 24 de fevereiro deste ano, no dia em que se assinalou um ano de mandato de Pedro Proença na FPF.

Depois de uma fase de consulta, debate e recolha de contributos por parte dos sócios ordinários da FPF, procedeu-se à realização de oito microplanos setoriais, cada um dedicado a uma área específica do Futebol, assim como o Plano Nacional de Arbitragem. Seleções Nacionais de formação, Futsal, Futebol Feminino, Futebol de Praia, Walking Football, Scouting e Inteligência, Promoção e Desenvolvimento Regional e Formação de Treinadores.

Depois do discurso de abertura por Pedro Proença, Presidente da FPF, coube a Óscar Tojo, Diretor Técnico Nacional apresentar os oito microplanos.

“Para a estrutura da Direção Técnica Nacional, hoje é um dia feliz. Temos objetivos e metas que queremos atingir com o apoio de todos, de todo o ecossistema. Estes Microplanos foram concebidos com o trabalho das Comissões Permanentes e Não Permanentes, do Congresso do Futebol Português, do contributo dos sócios. Estes microplanos vão-nos permitir ser mais fortes, capazes e com mais praticantes”, afirmou o Diretor Técnico Nacional, com um repto às Associações Distritais e Regionais: “Queremos desafiar as ADR a criarem os seus próprios microplanos. A apresentação destes eixos são fundamentais para irem ao encontro desta visão técnica com o objetivo de sermos só um.”

Aposta em todas as vertentes

Sobre o Futsal, a sustentabilidade, impacto social e aumento de praticantes e da competitividade serão os principais pilares estratégicos, com vista ao posicionamento do futsal com estatuto de desporto olímpico.

Nas Seleções de Formação, Óscar Tojo identificou algumas metas: profissionalização dos sub-21, preparação do Mundial-2030 e apuramento anual para a fase final do Europeu sub-17. Os sub-21 terão maior investimento. “Queremos muito ser campeões da Europa de sub-21, queremos alocar mais recursos até pela exigência dos jogadores, que vêm de clubes com estruturas de grande relevo”, explicou.

No Futebol Feminino, chegar às 27 mil praticantes até 2029, entrar no top-20 do ranking FIFA e alcançar o profissionalismo da Liga BPI são algumas das metas do microplano.

Ambição semelhante no Futebol de Praia, existirá maior apoio às ADR, com vista ao aumento, em 50 por cento, do número de praticantes na modalidade. A organização da fase final de um Mundial, em Portugal, é outro objetivo.

O investimento no Walking Football marcará este Plano Estratégico. No espaço de um ano, a FPF aumentou em 35 por cento o número de praticantes. “Recebemos há dois dias um convite da UEFA para um encontro sobre Walking Football. Queremos ser uma das oito federações europeias a liderar esse processo”, sublinhou o Diretor Técnico Nacional.

Depois das modalidades, Óscar Tojo apresentou os microplanos para as vertentes: Scouting e Inteligência Desportiva, Formação de Treinadores e Desenvolvimento Regional. “Precisamos ter, em tempo real, informação sobre tudo o que se passa no futebol português, de Bragança ao Algarve”, vincou o Diretor Técnico Nacional.

Plano Nacional de Arbitragem

João Aragão e Pina apresentou, de seguida, o Plano Nacional de Arbitragem, com um preâmbulo. “Falar do Plano Nacional de Arbitragem é falar de muitas horas de trabalho, de muitas entidades que contribuíram para este plano. Não há futebol forte sem uma arbitragem forte. Só com o trabalho de todos voltaremos a ter o melhor árbitro do mundo”, referiu.

O Plano Nacional de Arbitragem está fixado em sete eixos estratégicos. Governação, recrutamento, com a implementação de um plano nacional de recrutamento, retenção e acompanhamento, desenvolvimento, formação e progressão, participação feminina, inovação, investigação e internacionalização.

“Queremos ter 13 mil árbitros até 2036. Temos de rapidamente triplicar o número de árbitros em Portugal para ter a qualidade que desejamos ter. Senão dificilmente teremos um árbitro em cada jogo a nível nacional”, alertou João Aragão e Pina.

Principais métricas:
- Atingir os 400 mil praticantes federados até 2036
- Atingir as 60 mil praticantes federadas femininas até 2036
- Profissionalizar todas as equipas da Liga de Futebol Feminino até 2032
Obtenção do 1º lugar do Ranking mundial de futebol masculino da FIFA, até 2036
- Conquista de uma competição internacional de futebol sénior masculino (
Europeu ou Mundial), até 2036

Arbitragem
- Triplicar o número de árbitros para 13 mil, até 2036
- Entidade dinamizadora de partilha e desenvolvimento tecnológico, até 2036
- Referência internacional na área da investigação, até 2036

 


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