FPF avalia novo modelo para a Supertaça

FPF

Eventual final-four colocada como hipótese, numa alteração do modelo competitivo.

Helena Pires, CEO da FPF, moderou o painel que fechou o dia de hoje do 1º Congresso do Futebol Português, assinalando “o desafio grande de longos meses de trabalho” da Comissão das Competições de Clubes, que trabalhou sobretudo as competições organizadas pela FPF.

A apresentação das propostas terminou com uma pergunta da plateia sobre a possibilidade de Portugal adotar o que tem sido feito noutros países no que respeita à Supertaça, nomeadamente com uma Final Four a realizar no estrangeiro. Helena Pires lançou a própria a questão para Óscar Tojo, presidente da Comissão e este não a colocou de parte. “Fica o registo. Acreditamos que pode ser uma iniciativa a ponderar e a pensar se for bem enquadrada. É algo que deve ser refletido internamente”, assumiu o Diretor Técnico Nacional da FPF.

“Era importante tocar em todas as competições, mas mudar só por mudar não faz sentido, como percebemos, por exemplo, na questão da Liga 3, que tem sido bem acolhida por todos. Sentimentos efetivamente a necessidade de alterar alguma coisa na Taça de Portugal”, divulgou Óscar Tojo, revelando de pronto a proposta que está em cima da mesa que visa “proteger os clubes que estão nas competições europeias”, que passam a entrar na prova mais tarde, na 4ª eliminatória, sendo que a principal alteração é a “acabar com as meias-finais a duas mãos e fazer apenas a uma mão”.

Óscar Tojo assumiu também a necessidade de “dar outra magia” ao campeonato de Sub-23, conhecido como a Liga Revelação. “É uma competição muito importante para a FPF, porque os próprios dados refletem essa importância. Verificamos, por exemplo, que dos 1.600 atletas da competição cerca de 700 progridem na sua carreira e entre 65 a 70 por cento são portugueses. Desde o seu início em 2018 e com 14 clubes, a prova teve um retorno de naquilo que foram as suas vendas e mais-valias de cerca de 340 milhões de euros. Sentimentos que esta competição precisa de magia e de algo de diferente, não só no formato, mas também nas regras para que possa ser a rampa e lançamento para as equipas B e para a entrada nas competições profissionais e principais ligas europeias”, registou ainda o Diretor Técnico Nacional.

Pedro Silva, delegado da AF Viseu e vice-presidente desta Comissão, colocou o seu foco sobre o que é necessário mudar no Campeonato de Portugal. “Depois de ouvirmos os vários intervenientes percebemos que as principais preocupações tinham a ver com o mérito desportivo e com o tempo de paragem, que é enorme para as equipas que não ficam apuradas para a fase de campeão ou para a fase de descida”, sinalizou, divulgando que a proposta de passar o Campeonato de Portugal de 56 para 64 equipas está em cima da mesa, permitindo aí quatro séries de 16 clubes e 30 jornadas, o que reduz o tal tempo de paragem. Além disso, a ideia é também premiar o mérito desportivo e permitir a subida direta de cada vencedor de série.

Jorge Vicente, Coordenador da Promoção e Desenvolvimento Regional da FPF, versou mais o seu trabalho nas recomendações para diminuir as diferenças nos acessos das equipas das ilhas às competições nacionais. “Há muitos passos para dar para construirmos esta equidade competitiva e todo o território, mas estamos a trabalhar nisso. Há aqui muitas variáveis em jogo e os clubes insulares e as suas associações sabem quais são as mais problemáticas, mas este primeiro passo foi não condicionar as quotas de acesso”, vincou Jorge Vicente.

PROPOSTAS

1. Taça de Portugal
1.1
Propor a entrada mais tardia em prova (4ª eliminatória) de um número determinado das equipas melhor classificadas da I Liga da época anterior. Incluído sempre as equipas classificadas para as competições europeias;
1.2 Propor Meias-finais a realizar a uma mão em vez de duas mãos.

2. Campeonato de Portugal
2.1
Estudar a hipótese do aumento número de Clubes participantes, passando de 56 para 64, com promoção direta do vencedor de cada um das 4 séries, assim como despromover diretamente os 5 piores classificados em cada série.

3. Liga Revelação
3.1
Sugerir formato inovador e de interesse da competição para todos os seus intervenientes, tornando a prova mais competitiva e interessante para os seus participantes e stakeholders;

4. Campeonatos Nacionais de Formação
4.1
Uniformizar o formato dos Campeonatos de Sub-15/Sub-17/Sub-19;
4.2 Apresentar a proposta de colocação de substituições-volantes em todas as provas nacionais Sub-15 (1ª e 2ª Divisão).

5. Critério da Localização Geográfica - Apoio
5.1
Analisar os critérios de atribuição dos Clubes (Açores e Madeira) das ilhas nos campeonatos nacionais sub15/17/19, tendo uma melhor equidade (Lisboa/Porto).


;

Notícias