Jorge Braz, Góis, André Coelho e Erick orgulhosos

Futsal - Seleção A

Declarações dos protagonistas no final do encontro entre Portugal e Polónia.

A Seleção Nacional de Futsal venceu a Polónia, esta quinta-feira, por 3-2, concluindo a fase de grupos do Euro 2026 com três triunfos noutras tantas jornadas. 

No rescaldo do encontro, o Selecionador Nacional Jorge Braz e os internacionais Rúben Góis e Erick Mendonça, procederam à análise do desempenho luso e lançaram um primeiro olhar sobre o embate com a Bélgica, nos quartos de final.

Jorge Braz, Selecionador Nacional, em discurso direto: « Pensei que não ia trabalhar tanto no jogo 100. Depois chegámos a um ponto em que percebemos que as pessoas mais importantes são eles, os jogadores. Não vale a pena forçar isto ou aquilo; é tranquilizá-los e lembrar-lhes quem somos, o que fazemos e jogarem o que sabem. Na segunda parte, já houve Portugal em vários momentos. Sabiamos que a Polónia é a equipa defensivamente mais agressiva, que joga muito naquela zona cinzenta, com bola área, bola aérea, bola aérea… Quase uma peladinha com golos de cabeça. É algo que já não faço há tantos anos e se calhar tenho de incluir no processo de treino, para nos habituarmos. Como é que matamos isto? Tendo bola e jogando. Foi o que fizemos na segunda parte. Aí já estavamos a ser mais nós. E quando assim é, cai para o nosso lado. Siga, esta fase está feita. Agora vamos preparar bem a fase a eliminar. São as surpresas que sabemos que podiam acontecer. Entraram muito bem no Europeu, com uma vitória que agora lhes permite esta qualificação. É assim, nunca podemos desligar. Estamos cá e vamos estar prontos. Muito respeito pela Bélgica e pelas suas valências, mas vamos estar prontos.»

Rúben Góis, internacional português, em discurso direto: «Parabéns a todo o grupo, pela entrega. Sabíamos que este jogo ia ser difícil, mesmo tendo consciência de que os 3 pontos de nada valiam para eles. A Polónia tem uma excelente seleção e demonstrou isto mesmo ao longo da fase de grupos. O mais importante era acabar esta fase com três vitórias e os 9 pontos. Conseguimos e agora é olhar para a frente. O objetivo era garantir estes 3 pontos, não houve reserva. É isso que faz de nós uma seleção de topo: entramos em todos os jogos para ganhar. A Bélgica tem muita qualidade e excelentes jogadores. Vamos preparar bem o jogo e todos juntos vamos trabalhar para passar essa eliminatória.»

Erick Mendonça, internacional português, em discurso direto: «Não foi uma surpresa. É muito difícil sermos surpreendidos. Surpresa foi a forma como abordámos o jogo. Não gosto de dizer que fomos desrespeitámos o adversário porque nunca o fizemos nem nunca o faremos. Mas talvez tenhamos entrado demasiado confortáveis. As grandes equipas veem-se nestes jogos: tentam estar sempre nos limites da concentração, mesmo quando as coisas são favoráveis e já estão decisivas. Na primeira parte, cometemos erros de quem não estava cem por cento ligado ao jogo. Ainda assim, estivemos sempre dentro do jogo. A Polónia é uma equipa muito física e os árbitros oscilam muito nos critérios. Acima de tudo, mesmo com um resultado tão equiparado, acabámos por ser muito superiores na segunda parte. Este jogo serve mais para percebermos que, se nos distrairmos, vamos ter mais dificuldades. A Bélgica? Podemos esperar a mesma verticalidade no jogo. Muito menos físico mas muito um para um. Se não nos comportarmos como devemos, vai haver muita transição. Temos três dias para nos prepararmos bem.»

André Coelho, internacional português, em discurso direto: “O nosso primeiro objetivo era ganhar os três primeiros jogos do grupo. Estamos muito felizes. Apesar de ser um jogo que não contava para as contas do grupo, é mais um momento para competir, aprender e continuar a crescer neste Europeu, para domingo estarmos aí com toda a força contra a Bélgica.

Os zero pontos não condizem muito com a Polónia. É muito boa e intensa, fisicamente muito forte e marcou dois golos de estratégia. Foi um jogo muito físico, que podia cair para qualquer lado. Na primeira parte, não conseguimos colocar em prática tudo o que trabalhámos, sobretudo ofensivamente.

[Ao intervalo] O ‘mister’ pediu para sermos nós. Na primeira parte, não conseguimos ser o Portugal a que estamos habituados. Defensivamente estivemos bem, mas ofensivamente não conseguíamos sair. Disse para sermos nós e desfrutarmos, pois esta seleção, quando cada um dá o melhor de si, faz coisas incríveis. Foi isso que levámos para a segunda parte”.


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