Mário Narciso, Pintado, André Lourenço e Bê Martins analisaram a partida de estreia.
A Seleção Nacional de Futebol de Praia venceu, esta quinta-feira, a congénere do Paraguai, por 11-9,, na 1ª Jornada do Campeonato do Mundo FIFA 2025, nas ilhas Seicheles.
Portugal, campeão do mundo FIFA em 2015 e 2019, regressou à maior prova mundial nas areias, somando três pontos na ronda inaugural, os mesmos do Irão, que também triunfou sobre a Mauritânia.
O próximo jogo da Equipa das Quinas está agendado para sábado, às 17h30 portuguesas, diante dos mauritanos. Já o terceiro duelo será diante dos iranianos (5 de maio), com os primeiros dois classificados a ficarem apurados para os quartos-de-final da competição, com o agrupamento luso a cruzar com o Grupo A (Seicheles, Bielorrússia, Guatemala e Japão). O grande evento do ano de futebol de praia termina com a final onde todos almejam alcançar, marcada para o dia 11 de maio às 16h30 portuguesas.
O Selecionador Nacional contou com 11 jogadores disponíveis para a ronda inaugural, devido ao castigo de Jordan Santos, expulso na última partida da qualificação europeia.
MEDIA GUIDE
Fotos Oficiais
No final da partida, o selecionador Mário Narciso, Bê Martins, Miguel Pintado e André Lourenço falaram aos microfones do Canal 11, analisando os vários momentos do encontro.

Mário Narciso, Selecionador nacional, em discurso direto:
“Aquilo que correu melhor foi até à altura que estávamos a ganhar por cinco de diferença. Fomos todos nós, tiramos o pé do acelerador, estava fácil de mais, mas tira-se daqui alguma aprendizagem, é verificar que nunca se pode abrandar e ser iguais do início ao fim.”
“O lado positivo foram os golos que marcamos. Não são todos os dias contra uma equipa como o Paraguai que se marca 11 golos. Na parte ofensiva tivemos muito bem, na parte defensiva a partir de uma certa altura tivemos menos bem.”
“Desliga sempre um bocadinho, uma equipa que está com um resultado como o que tínhamos não faltando muito tempo. Mas não estávamos a jogar sozinhos, o Paraguai tem bons jogadores e há alturas em que fazemos as bicicletas e não entra nenhuma, sendo que depois existe alturas em que as que fazemos entram todas. Apanhamos também uma dessas fases, em que a cada remate deles era golo.”

Bê Martins, autor de um hat-trick e melhor em campo, em discurso direto:
“Até à metade do terceiro tempo tivemos impecáveis, mas acredito que no final é normal aquele relaxamento, não podemos. É um Mundial, temos de estar atentos até ao final, mas conseguimos esse resultado positivo que é muito importante na estreia.”
“O Paraguai é uma equipa que nunca desiste, tem muito potencial ofensivo, eles chutam de todo o lado e dão uma bicicleta de todo o lado e dão bem e por isso temos de estar atentos à segunda bola.”
“Feliz com os três golos, mas mais feliz com a vitória que era o objetivo. Se tivesse feito os golos, mas não tivesse a vitória não valia de nada, por isso feliz pelos golos, mas mais feliz pela vitória.”

Miguel Pintado, autor de um hat-trick na estreia a marcar em Mundiais, em discurso direto:
“Pessoalmente era algo que vinha à procura. Nos meus outros dois mundiais não consegui fazer golo, mas esta terceira foi de vez. É o Mundial onde pessoalmente me sinto mais preparado fisicamente e mentalmente. Acima de tudo, acho que o Mundial é uma comercial que puxa muito a parte mental e nesse aspeto foi uma prova de superação pessoal, foi um excelente trabalho até ao terceiro período. Depois viemos um bocadinho abaixo, não pela parte física, mas pela mental, pois já estávamos com um resultado bastante elevado e deixamo-nos levar pelo jogo. Temos de estar felizes, são três pontos no Mundial que são muito difíceis e aí conseguimos.”
“O principal objetivo está alcançado, foram três pontos. Obviamente temos de refletir e saber o que temos de melhorar, pois é uma competição que passa muito rápido. Depois de amanhã já temos outro jogo muito complicado, agora estamos 100% foçados já Mauritânia e com certeza que vamos ajustar o que falhamos aqui.”
“Também há portugueses, a minha família também veio, a minha noiva está aí, por isso felizmente também é muito importante ver nas bancadas a bandeira de Portugal, o apoio, é importante sentir o carinho. É um país acolhedor e sentimo-nos muito acarinhados desde o dia que chegámos. A adaptação tem sido muito boa e assim torna-se mais fácil.”

André Lourenço, internacional que bisou na partida, em discurso direto:
“Sabíamos das dificuldades do jogo, sabíamos que o Paraguai é uma seleção muito forte, fazer 11 golos a eles não é nada fácil. Adormecemos ali os quatro minutos finais , sofremos seis golos, o que é impensável. No entanto, serve-nos de alerta, estamos no Mundial, tudo pode acontecer, ainda para mais no futebol de praia onde tudo pode acontecer, podíamos ter saído daqui com um sentimento brilhante, saímos frustrados, sofrer nove golos não é muito bom, sabemos o que temos de melhorar, sabemos que foi culpa nossa. No entanto, estamos contentes no global, a vitória é o que importa e entramos bem no Mundial.”
“Fizemos o que o mister pediu, seguimos à risca, sabemos das dificuldades do Paraguai, uma seleção muito forte, com muito estilo de jogo, que joga bem no 3x1 e 2x2, com muitas bicicletas e aguerrida. Acho que os 11 golos falam por si e correu muito bem no início, tirando aquele percalço no fim, mas vamos trabalhar para isso não acontecer mais.”
“Já estamos a pensar na Mauritânia, descansar bem amanhã para no dia a seguir estarmos na máxima força e conseguirmos os três pontos.”