Cidade do Futebol foi o palco escolhido para acolher a 23ª edição do evento
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, participou na sessão de abertura do Fórum de Arbitragem, evento que vai já na sua 23.ª edição e que junta no mesmo espaço o Conselho de Arbitragem da FPF e os representantes de todos os Conselhos de Arbitragem Distritais e Regionais do país.
No seu discurso durante a cerimónia, Pedro Proença fez sempre questão de recordar o seu percurso ligado à arbitragem, sendo "a primeira vez que um ex-árbitro chega à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, o que significa, nas suas palavras, que "um momento de orgulho porque é um sinal de como a arbitragem tem crescido em Portugal".
A sua participação na abertura deste evento tem um significado especial: "É um momento de emoção estar aqui com a minha família, mas também vos digo que nos custou muito chegar até aqui. Tenho orgulho do percurso que tive mas nunca me esqueço de onde venho. Fui árbitro e senti as vossas dificuldades. Fui considerado o melhor árbitro do Mundo em 2012 e fiz tudo o que um árbitro podia fazer, como fiscal de linha, depois árbitro assistentes, quarto árbitro e árbitro. Mas nunca me esqueço daquele Damaiense-Picheleira num domingo à tarde, que foi o meu primeiro jogo".
Quanto a objetivos ao nível da arbitragem, o presidente da FPF não poderia ser mais claro: "Em primeiro lugar, o plano nacional de arbitragem a 12 anos, algo que nunca se fez; em segundo lugar, o recrutamento e a retenção: queremos triplicar o número de árbitros em 12 anos. Em terceiro, queremos estar na vanguarda das novas tendências internacionais, seja na vídeoarbitragem ou em outras áreas, com a criação de uma carreira especializada de VAR já no início da próxima época; em quarto lugar, a valorização dos árbitros e a criação da carreira de árbitros profissionais a quatro anos; em quinto lugar, o reforço do papel da Academia de Arbitragem, com a criação da figura do Diretor Técnico nacional e dos diretores técnicos regionais; em sexto, vamos criar uma entidade externa para a gestão do futebol profissional; finalmente, um novo modelo na comunicação: queremos humanizar os nossos árbitros".
No final, Pedro Proença lembrou que "a Cidade do Futebol é a casa de todos, jogadores, treinadores e árbitros, sendo nesta casa que a partir de agora os árbitros terão todas as condições para desenvolver o seu trabalho, seja para treinar ou para fazer a sua recuperação".

Também o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF; Luciano Gonçalves, teve a sua intervenção na sessão de abertura do Fórum de Arbitragem. Começou por agradecer o apoio e a confiança ao presidente da FPF, sentado na primeira fila, garantindo-lhe exigência e profissionalismo no exercício da função, em troca de tempo, paciência e condições para o bom funcionamento do CA. A seguir, lembrou "um plano estratégico ambicioso e conhecido de todos, uma vez que foi explicado a todos os presidentes dos Conselho de Arbitragem distritais, garantindo compromisso total no cumprimento de todas as missões propostas".
Luciano Gonçalves agradeceu a toda a sua equipa do Conselho de Arbitragem o trabalho já desenvolvido, seguindo-se uma analogia entre a arbitragem e o funcionamento de um automóvel, para explicar que os Conselho de Arbitragem distritais são o verdadeiro motor da arbitragem, reafirmando o seu compromisso com todos os presentes.

O Fórum de Arbitragem decorre nesta sexta-feira e sábado, tendo no programa, entre outros objetivos, a apresentação das conclusões dos grupos de trabalho sobre a revisão dosquadros e promoções, mas também, e mais importante, a discussão e torno do Regulamento de Arbitragem que irá vigorar na temporada 2025/26. Destaque ainda para a presença do presidente da APAF, José Borges, e do presidente da ANTF, José Pereira, que assistiram a todo o primeiro dia de trabalhos.
