Estrutura fica sediada na Quinta da Prelada, no Porto
Os terrenos da futura Academia da Associação de Futebol do Porto foram hoje palco da cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra. Trata-se de um investimento associativo celebrado pelas centenas de convidados presentes na Quinta da Prelada, no Porto, em representação da “família” do futebol, do Governo e autarquias. Esta estrutura recebeu apoio enquadrado no programa “Uma associação, uma Academia”, da Federação Portuguesa de Futebol.
Entre os convidados, além do anfitrião José Manuel Neves, presidente da AF Porto, marcaram presença Fernando Gomes, presidente da FPF, João Paulo Correia, secretário de Estado da Juventude e Desporto, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, e António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, assim como Jorge Nuno Pinto da Costa (FC Porto) e Jorge Moreira (Leixões), presidentes dos clubes fundadores desta associação distrital.
A academia portuense vai contar com três campos de futebol (dois relvados e um sintético), um campo para futebol de praia e diversas estruturas de apoio.
No seu discurso, José Manuel Neves falou de “um sonho só possível graças ao apoio de várias instituições”, destacando a CM Porto, a Santa Casa da Misericórdia do Porto (ambras proprietárias dos terrenos a edificar), a FPF e o Governo. “Este é um momento histórico para todos. Seguramente, marcará o início de uma nova etapa no compromisso que temos para com a atividade desportiva e sociocultural da nossa região. Não será apenas um edifício moderno, onde estão concentrados serviços de apoio à prática desportiva, à formação à educação e à saúde. A Academia é uma infraestrutura aberta à cidade, ao concelho e ao distrito”, sublinhou.
Fernando Gomes, por sua vez, recordou que a FPF, “há cerca de cinco anos, criou um fundo de cerca de 10 milhões de euros para apoiar as associações que quisessem construir a sua academia, com participação a fundo perdido. Duas já foram construídas, Aveiro e Viseu. Três estão a caminho: Porto, Guarda e Santarém. Em dezembro, deram entrada 11 projetos, de várias associações, da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol e do Sindicato dos Jogadores”.
O líder federativo também fez notar que, se “não fosse o apoio das autarquias, muito menos desporto se praticava em Portugal”. Recordou ainda outro fundo de cerca de 10 milhões de euros destinado a clubes que pretendessem melhorar as suas instalações desportivas: “À data de hoje, já foram disponibilizados cerca de 6,9 M€, a 206 clubes de todo o território. E este apoio dado pela FPF gerou um investimento global três vezes superior, cerca de 21M€ investidos em estruturas desportivas”.
“Tudo o que vimos a fazer, consagrado no plano estratégico 2030, tem a ver com a nossa noção da necessidade de desenvolvimento do desporto e do futebol em Portugal. Sem o apoio fundamental dos clubes e sem os ‘braços armados’ da Federação, que são as associações, não nos teria sido possível, cada ano que passa, alcançar números máximos de praticantes. No ano passado eram 220 mil, à data de hoje já crescemos 10 por cento. E todas as associações já ultrapassaram o número de inscritos no ano passado”.
João Paulo Correia, secretário de Estado da Juventude e Desporto, realçou que “o Desporto português vive um bom momento de forma”, destacando a existência de 800 mil praticantes e o alto rendimento de atletas e seleções portuguesas, “que conseguem conquistas que nos têm orgulhado”. “O desporto é uma pasta partilhada entre a Administração Central e a Local, pelo que é importante recordar que tudo isso se deve ao papel das autarquias, que apostam em estruturas e formação”, disse o governante, realçando o facto de a AF Porto ser a que mais clubes filiados têm no país, que continua a ver crescer o número de filiados, dirigentes e praticantes, destacando a representação feminina, considerando importante que essa representação “também se note nos lugares de liderança, na arbitragem, nas equipas técnicas… Esse investimento tem sido feito pela AF Porto”.
Por fim, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, considerou “entusiasmante” o projeto liderado por José Manuel Neves, “pessoa que ficará para sempre ligada a esta obra fantástica”. O autarca sublinhou: “Se compararmos o número de habitantes deste país com o número de praticantes face a outras potências, é muito significativo aquilo que o nosso futebol tem atingido. A academia vai no sentido das premissas políticas relativamente ao que são as opções do município do Porto. Esta academia vai afirmar-se como um ecossistema onde os jovens podem desenvolver as suas capacidades técnicas, motoras e performativas, onde podem desenvolver hábitos saudáveis, boas práticas alimentares e rotinas desportivas”.