Didi defendeu penálti de Vasconcelos
O Braga B complicou sobremaneira as aspirações de integrar o grupo da promoção na segunda fase da Liga 3 Placard, ao empatar sem golos com o São João de Ver na 17.ª e penúltima jornada da Série A.
Apesar de terem ascendido do 6.º para o 3.º lugar da classificação (24 pontos), mercê do ponto somado frente ao último, os bracarenses ficam atrás de dois e à mercê de outros quatro candidatos a ocupar as quatro vagas disponíveis, sendo que na ronda decisiva se deslocam precisamente a Fafe, um dos interessados nesta luta.
Tendo perdido o treinador João Nívea durante a semana, o lanterna vermelha (orientado por um triunvirato interino, liderado por José Santos) conseguiu fazer uma primeira parte mais esclarecida do que o candidato ao grupo da promoção, que apenas conseguiu um remate enquadrado aos 45’+1, quando Guilherme Costa atirou à figura de Didi.

Apesar de João Carvalho, na outra baliza, também não ter feito nenhuma defesa digna desse nome, foram quatro as ocasiões em que o São João de Ver podia ter inaugurado o marcador. Em vão, justificando a condição de equipa menos concretizadora da Liga 3 Placard.
Primeiro foi Léo Cá, a pouco mais de um metro da linha de golo, que não conseguiu a oferta de bandeja de Rui Bruno, atirando por cima (9’). Depois, Hugo Firmino atirou também por cima a finalização de uma jogada bem construída (19’). Aos 28’, um cruzamento de Léo Cá para o 2.º poste encontrou Jota à entrada da área, mas este também atirou por alto. E, finalmente, na melhor jogada, com tabelas sucessivas entre cinco malapeiros, Rodrigo Valente fez o mesmo que os companheiros.
Após o intervalo, o Braga B melhorou significativamente. Aos 52’, podia ter desfeito o nulo, caso Didi não estivesse atento à desmarcação de Rodrigo Silva, impedindo o golo com uma mancha perfeita.

Mas a maior oportunidade esteve nos pés de João Vasconcelos, chamado a converter um penálti, por derrube de João Castro a João Aragão. Só que Didi voltou a brilhar alto, defendendo com um estirada impressionante (71’).
Nesta altura o Braga B tinha tomado conta do jogo, mas a entrada de Pedro Marques voltou a elevar o moral dos malapeiros, interessados em, pelo menos, chegar aos 15 pontos (têm agora 14), para beneficiarem do bónus na fase de manutenção.
Logo na sua primeira intervenção (84’), Pedro Marques atirou a rasar o poste e, no último lance do encontro (90´+7), obrigou João Carvalho a um golpe de rins fantástico, com um cabeceamento intencional, após cruzamento de Raí, da linha de fundo.
Pouco antes (90’+6), o próprio Raí tinha feito um remate perigoso, intercetado para canto, num sinal de que, apesar das poucas oportunidades, o jogo podia ter caído para qualquer lado.

FICHA DE JOGO
SC BRAGA B 0-0 SC SÃO JOÃO DE VER
Liga 3 Placard – 1.ª Fase – Série A
17.ª jornada
Estádio Amélia Morais
Árbitro: Daniel Martins
Assistentes: João Tengarrinha e Gonçalo Santos
Quarto árbitro: Pedro Martins
SC BRAGA B: João Carvalho; João Matos, João Lomba, Tiago Ferreira (João Vasconcelos, 56’), Nuno Matos [cap], Rodrigo Silva (Afonso Patrão, 79’), Guilherme Costa, Francisco França (Yan Said, 56’), António Gil, Afonso Sousa e Kauan Kelvin (João Aragão, 64’).
Suplentes não utilizados: Gonçalo Dias, Jónatas Noro, Diogo Lobo, Tomás Marques e Edgar Nanque.
Treinador: Ruca Sá
Disciplina: nada a registar.
SC SÃO JOÃO DE VER: Didi; Bruno Morais, Jota, Diogo Barbosa [cap], Tiago Campas (João Castro, 62’), Rui Bruno, Joel Monteiro, Léo Cá (Raí, 62’), Rodrigo Valente (João Serrão, 90’+4), Hugo Firmino (Pedro Marques, 80’) e Miguel Vilela (Erick, 80’).
Suplentes não utilizados: Benjamim, Jessé, Rafael Vilela e Valter Gomes.
Treinador: José Santos
Disciplina: amarelo a Bruno Morais (76’), Raí (90’+1) e Diogo Barbosa (90’+8).

HOMEM DO JOGO
DIDI (SC SÃO JOÃO DE VÊR)
Didi com asas. O guarda-redes Didi foi decisivo para o nulo em Braga, ao adivinhar o lado para onde João Vasconcelos ia converter a grande penalidade e, num voo picado, ter impedido a bola de entrar junto ao poste, um metro acima do relvado.
Se juntarmos a esta defesa brilhante a saída aos pés de Rodrigo Silva (52’), que ficou isolado por um passe de Kauan, pode dizer-se que o guardião malapeiro fez mais do que lhe era exigido e tudo o que era necessário.
