Fernando Santos: "A equipa respondeu bem"

Seleção A

Selecionador Nacional era um homem satisfeito no final do jogo, mas ciente de que ainda há coisas para melhorar.

No rescaldo do encontro diante do Catar, Fernando Santos mostrou-se satisfeito pela vitória.

O técnico português salientou a boa resposta dos seus jogadores dentro de campo, mesmo apesar do pouco tempo de descanso e de treino da equipa. "Não é fácil jogar com este 4-4-2, a equipa esteve bem. Esteve bem a sair a jogar a três, os laterais a envolverem-se, dois do meio-campo a apoiarem os avançados, a equipa respondeu bem ao que eu esperava, mesmo sem tempo para treinar. Foi bom ver que a equipa esteve bem a esse nível. Era importante ver isso", disse.

Numa análise mais minuciosa, Fernando Santos considera que ainda há coisas a desenvolver. "Há algumas coisas para melhorar. Entrámos bem na organização defensiva, quando o Catar tinha a posse, estivemos bem. Na primeira parte muito bem, criámos situações, roubando a bola ao adversário. Mas tivemos alguns problemas nos primeiros 15 minutos, com uma circulação muito lenta, que permitiu que o Catar estivesse organizado e que nós não criássemos. Circulámos devagar e mal. Nos primeiros 15 minutos, três oportunidades para cada lado, porque perdemos a bola, e o Catar, com jogadores muito rápidos, criou dificuldades, perdemos a bola por alguma ansiedade. Depois assentámos, circulámos bem, metemos o passe certo, com outra velocidade e dinâmica. Podíamos ter feito mais golos na primeira parte. Entrámos bem na segunda parte, nos primeiros dez minutos. Empurrámos o adversário, expusemo-los muito. Com um jogador a mais, depois desligámos um pouco. Criámos situações na mesma, sim, mas eles conseguiram marcar. O adversário meteu pontapé na frente, fizeram um golo num canto. Foi um bocadinho 'devagar', a segunda parte", afirmou.

Uma das coisas a melhorar, no entendimento do Selecionador Nacional, é a organização defensiva, especialmente no momento de defesa das bolas paradas. "Claro que me preocupa, ninguém não ficaria preocupado. Raramente sofríamos em bolas paradas defensivas, mas agora temos sofrido. Já alertei os jogadores para isso. É preciso marcar golos para ganhar, mas não podemos sofrer. Quando sofremos, as coisas complicam-se. Vamos ter que analisar", salientou.

 


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