<table width="94%"  border="0" align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="texto1">
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    <td colspan="2"><p align="justify"><strong> ARAÚJO 1923-2001 <br>
    </strong><strong>«Sport Lisboa e Araújo» </strong></p>
        <p align="justify"> Nome: António de Araújo <br>
          Data de nascimento: 28-9-1923 <br>
          Naturalidade: Paredes <br>
          Posição: avançado <br>
          Clubes principais: FC Porto <br>
          Jogos pela Selecção Nacional: 9 <br>
          Estreia: 14-4-1946, em Lisboa, frente à França (2-1) <br>
        Último jogo: 21-3-1948, em Madrid, frente à Espanha (0-2) </p>
        <p align="justify"> Apenas nove jogos com a camisola da Selecção Nacional não deveriam fazer de um jogador uma figura em destaque da equipa das quinas. Mas António Araújo, chegado ao FC Porto com apenas 19 anos, tornou-se especial. A sua carreira foi curta, abruptamente ceifada por uma doença na garganta que acabaria por lhe afectar os rins e deixá-lo inapto para o futebol. Foi curta e, no entanto, gloriosa. A sua intuição para o golo tornou-o famoso. </p>
        <p align="justify"> Pinga foi o seu ídolo, e Araújo chegou a jogar a seu lado na linha avançada do FC Porto. Como Pinga, tinha um drible curto, certeza no passe e uma capacidade de aproveitamento das oportunidades de golo verdadeiramente invulgar. Na cidade do Porto conhecem-no, de forma irónica, como «Sport Lisboa e Araújo», por ser geralmente o único portista a impor-se numa Selecção Nacional composta maioritariamente por jogadores do Benfica, Sporting e Belenenses. Araújo foi um dos grandes responsáveis pelo facto de os chamados «Cinco Violinos» não terem conseguido ser na «equipa de todos nós» o que foram no Sporting, já que relegava Vasques para a reserva. </p>
        <p align="justify"> A época de 1946-47 foi a mais brilhante da carreira de Araújo. A despeito do medíocre 5º lugar do FC Porto no Campeonato Nacional, Araújo apontou 36 golos em 25 jogos e ganhou a «Bola de Prata» para melhor marcador da prova. Entre Abril de 1946 e Novembro de 1947, Araújo cumpriu oito jogos na Selecção Nacional, algo de excelente para a época, quando os encontros internacionais eram escassos. A sua estreia deu-se contra a França, numa vitória por 2-1, no Estádio Nacional, e logo aí apontou um golo. Depois, no célebre Portugal-Espanha (4-2) que garantiu a primeira vitória oficialmente reconhecida sobre os espanhóis, fez dois golos, marcando Travaços os outros dois. É verdade que também esteve presente naquela terrível tarde do Jamor em que Portugal perdeu 0-10 com a Inglaterra, mas isso não embacia o destaque com que vestiu sempre a camisola dos cinco escudos azuis. </p>
        <p align="justify"> Em 1947, no auge das suas capacidades, Araújo não adivinharia que o adeus ao futebol estava ali ao virar da esquina. Em Maio de 1948, ainda foi a grande estrela de um jogo entre FC Porto e Arsenal (3-2) que ficou para a história do futebol em Portugal e no qual marcou um grande golo. A meio da época de 1948-49, na qual já levava 12 golos em 18 jogos, a doença de que padecia atirou-o para fora dos relvados. O seu regresso, ano e meio depois foi penoso. Perdera a força e a agilidade. Jogou ainda no Tirsense e no União de Paredes. Depois dedicou-se ao seu trabalho na Câmara Municipal de Paredes, a sua terra natal.<strong> </strong></p></td>
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