Conselho de Arbitragem


O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol é dotado de autonomia técnica e constituído por um Presidente, um Vice-Presidente e cinco Vogais. O CA – que é integrado por pessoas com qualificações específicas do sector da arbitragem – administra a arbitragem no âmbito das competições organizadas pela FPF.

O Conselho de Arbitragem da FPF e a Comissão de Arbitragem da Liga formam o Plenário do Conselho de Arbitragem, que é presidido pelo responsável pela Arbitragem da Federação e a quem compete:

- Aprovar as normas orientadoras da arbitragem nacional;
- Estabelecer os parâmetros técnicos da formação do sistema nacional da arbitragem;
- Proceder à classificação técnica e final dos árbitros e observadores de todas as competições;
- Proceder à designação dos árbitros internacionais.

Ao Presidente do CA da FPF compete especialmente:
- Coordenar a actividade do sector da arbitragem;
- Representar a Arbitragem junto das organizações nacionais e internacionais;
- Elaborar um relatório da actividade da arbitragem, que é integrado no relatório anual da Federação Portuguesa de Futebol.

Composição:

Presidente - Carlos Alberto Fonseca Esteves
Vice-Presidente
- Francisco Fernando Tavares Costa
Vogal
- António Azevedo Duarte
Vogal
- Ilídio Augusto Pereira Gonçalves
Vogal - Joaquim Sequeira Teles
Vogal - José Maria Blanco Miranda



Presidente
Carlos
Alberto da Fonseca Esteves


Natural de Lisboa, Carlos Esteves nasceu a 4 de Junho de 1939. O actual Presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF foi jogador de Futebol do Atlético Clube de Portugal, agremiação na qual se manteve durante toda a sua carreira, desde as escolas, passando pelas restantes categorias, até à época 1961/62.

Durante este período foi chamado por três vezes à Selecção da Associação de Futebol de Lisboa, nos confrontos que aquela formação realizou diante das suas congéneres do Porto e de Madrid.

Com uma curta passagem pelo dirigismo desportivo, presidindo ao Sport Lisboa e Águias, nos anos de 1967 e 1968, e, mais tarde, como dirigente da Associação de Andebol de Lisboa (época 1972/73), Carlos Esteves abraçou a causa da arbitragem em 1972. Até concluir a sua carreira de juiz de campo, em 1987, construiu um caminho seguro, durante o qual atingiu a primeira categoria nacional, onde permaneceu durante seis épocas.

A partir de então, não mais a sua vida se dissociou da arbitragem, especialmente no seio da AF Lisboa – da qual é Sócio de Mérito – e da FPF. Foi monitor dos cursos de candidatos a árbitros do Conselho de Arbitragem da AF Lisboa, entre 1981 e 1989, e presidiu à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol – a qual o distinguiu, também, com a designação de Sócio de Mérito – nos anos de 1983 e 1984, sendo relator do seu Conselho Fiscal de 1985 a 1986.

Na época 1987/88 iniciou a sua ligação de colaboração com o CA da Federação Portuguesa de Futebol, na qualidade de Observador Técnico, tarefa que ocupou até à temporada seguinte.

Entre Janeiro de 1991 e Maio de 1997 foi dirigente do Conselho de Arbitragem da AF Lisboa, ocupando igual cargo na FPF, entre Maio de 1997 e Junho de 1998.

Depois de um regresso à AF Lisboa, entre Janeiro de 2000 e Outubro de 2002, período durante o qual foi vogal e, mais tarde, Presidente do CA daquela Associação, Carlos Esteves tornou-se vogal do CA da Federação, entre Outubro 2002 e Abril 2004, altura em que assumiu a Presidência deste organismo.

Casado, pai de uma filha e avô de três netos, este dirigente concluiu o quinto ano do Liceu na área de Letras, seguindo como carreira profissional a de Agente Transitário, nas empresas Agência Abreu e Eurofret, no departamento de transportes internacionais.


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